Hoje fui às compras, de Natal, de roupas para as primas, as tias, para todo o sexo feminino da família. A mania de outros Natais ou aniversários leva-me sempre a experimentar as roupas que vou oferecer, a encontrar um meio termo entre os meus gostos e os gostos das meninas que serão presenteadas. Gosto destes rituais, dão-me prazer, principalmente quando, como aconteceu este ano, encontro uma lojinha em que consigo reunir de tudo para todas e, melhor ainda, fora do shopping mais perto e das lojas onde todas vamos no dia a dia, a fazer as nossas próprias compras.
Hoje, como nos outros dias, não raro encontro sempre algo de que gostaria para mim, não resisto a experimentar saias e saias e sempre umas ou outras calças... Com a certeza de sempre digo à menina que não, não vai servir, têm que ser maiores... ela a insistir, que sim, claro que dá, se calhar até vão ficar largas, e, como sempre não ficam, não servem, ficam os olhos a brilhar pelos bordados e as missangas que lhes adornam as pernas, ficam os olhos a brilhar por sonhos perdidos por umas calças que, como tantas outras, tantas outras vezes, ficam na prateleira.
Ao ler
este post da
Miss pearls lembrei-me destas minhas quezílias, destas feridas mais ou menos curadas, dos anos passados e dos anos presentes, das vidas que vivo.
Porque quando há pudins não há Franciscos, nem acessórios de moda ou mesmo roupinhas da moda, não há brilhos nos olhos, nem chamadas que nos fazem tremer ou sorrir, e para se aceder a tudo isto, ou a uma pequenina parte, os pudins só podem ser pudins uma refeição em quatorze que a semana tem, os fins de tarde têm começar no ginásio e os filmes têm que se ver sem pipocas.
Amanhã, a manhã começa no ginásio, lá para as onze, que pelos menos em férias posso dar-me a estes pequenos luxos.