rosa carne

escrevinhando...

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Fim d'Ano

Este ano, como nos anos anteriores mais recentes, a véspera de Natal foi passada em casa dos meus tios (ora um, ora outro). Do Natal em nossa casa ficaram os presentes dos 3 e os doces de Natal.

Amanhã sim, vai haver batatas e bacalhau, grelos, frutos secos e consoada em nossa casa. E no domingo teremos almoço de novo ano na casa nova, com pratos e copos novos, toalha nova...

A minha mãe sempre disse que no 1º dia do ano deveremos fazer aquelas coisas que queremos que se repitam durante o ano todo: roupa nova, companhia querida, conversinha boa, mimo e preguiça no quentinho do lar.

Em 2006 eu quero ser feliz, com aqueles que eu amo, na minha casinha nova.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Ontem como hoje

O tempo vai passando e cada vez mais tomo consciência de que estou diferente, que os meus interesses mudaram, a minha personalidade não é a mesma dos tempos da faculdade e a minha forma de estar e de me relacionar com os outros também mudou.

Nunca fui muito faladora, sempre gostei mais de ouvir do que de falar, mas, por outro lado, sempre fui espirituosa a replicar e sempre me interessei por “meter conversa”, por saber dos outros, sempre preocupada e interessada nos meus amigos e nas evoluções da sua vida.

Ontem, em mais um jantar de natal, constatei ao vivo e a cores tudo isto:
- as pessoas já não estão tão próximas como no ano anterior
- cada qual sabe da sua vida e fala dela, do tempo ou do passado
- a alegria do reencontro extingue-se uma meia hora após
- os sub-grupos existem

Normalmente contrario a tendência, rio, falo, mudo de cadeira, debruço-me, chamo, converso, pergunto. Ontem não me apeteceu, contemplei, respondi quando me perguntaram e fiquei quieta na minha cadeira, no meu lugar. A observar. E gostei.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Na grafonola

Depois da festa, hoje falamos francês. Carla Bruni, com L'excessive.
...
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise
...

Framing time #19



A festa surpresa, 26.12.2005

Adorei! Adorei! Adorei!
E não suspeitei de nada nada nada...

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Na grafonola

Do Bart para a Lisa, Happy Birthday, neste dia especial!

Hoje há bolo!

Framing time #18


Trinta e uma tulipas, 26.12.2005

domingo, dezembro 25, 2005

Vermelho

Cor de calor, de faces rosadas, do fogo da lareira, do Natal.
A minha prenda de Natal para o vaso: uma cara lavada, rosadinha, afogueda.
Para aquecer o novo ano.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Ai Wichiu



A todos um feliz feliz feliz feliz Natal!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Momento Cosmo

Na revista feminina da minha eleição vem este mês um artigo sobre relações de sucesso ou o sucesso das relações ou lá o que quer que eles lhe chamam. Entre muitos testemunhos há um que memorizei:
"Nunca nos despedimos zangados. Há sete anos que é assim."

Fiquei a pensar, concorde-se ou não, sete anos é muito tempo de experiência adquirida...

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Framing time #17


My desktop, 14.12.2005

(c) souljacker

terça-feira, dezembro 13, 2005

Coisas de que eu gosto #20
A vida ou uma Bolacha Maria?

Tomo-a como um dado adquirido, há sempre bolachinhas lá em casa. Quando um dia tiver que as pagar, que lhes sentir o custo talvez as valorize mais.

Eu gosto dela bem fresca, estaladiça, que me cobice e dê trabalho a saborear

Gosto delas sozinhas ou com amigos de origem animal ou vegetal, mas também adoro partilhá-las, mastigá-las em conjunto, com conversas ou mesmo televisão à mistura

Se abandonadas sem cuidados, tendem a amolecer, a perder as suas qualidade e, por vezes, quando nos damos conta já é tarde demais.

Por isso, as minhas ficam sempre bem guardadas e por mim protegidas, reservadas mesmo, para eu as trincar sempre que me apetecer, por fome ou gula, por alegria, depressão ou mesmo porque sim, para as dividir e partilhar com quem eu bem entender.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

My lucky day

5 minutos após sair de casa, rasguei as meias (e não foi só um foguetinho, foi um GIGA buraco)
1 hora (a minha hora de almoço) na bomba de gasolina a lavar o carro (ou melhor, a esperar que mo lavassem)

Não sei porquê, mas parece-me que vai estar trânsito ao fim do dia...

domingo, dezembro 11, 2005

25? 25?

Tomo consciência da idade quando faço as contas... o meu primo caçula fez hoje 25 anos.
Já fez a universidade, já está a trabalhar e a tirar o mestrado. Qualquer dia também casa e tem filhos...
Ninguém tem 25 anos...

Pronto reconheço que estou outra vez este ano um cadinho preocupada com a proximidade de mais um aniversário...

Na grafonola

Por cá tocam os Pixies, Where is my mind?
Da banda sonora do Fight Club, pois claro.

sábado, dezembro 10, 2005

Rosa de encantar #8

O Amante - Marguerite Duras

Uma moça jovem, 15 anos e meio, um chapéu de homem cor pau-rosa, com uma fita preta larga, um vestido de seda natural e uns sapatos de lamé
Um amante (chinês, rico) que a introduz no mundo do amor físico (e espiritual?)
Uma família de 4
Uma mãe viúva, envelhecida e amarga
Um irmão mais velho, déspota, egoísta, malandro
Um irmão mais novo, tímido
Uma relação condenada pela sociedade, pelas famílias
Uma necessidade de agir contra os costumes, a rebeldia nos actos, quanto mais nos pensamentos
Uma juventude na Indochina, nas colónias francesas, o calor, os mosquiteiros nas camas
Um pensionato

Tenho que reconhecer que esperava mais desta obra da Marguerite Duras, se calhar porque me falaram tanto e tão bem dela. Tenho que reconhecer, no entanto, que me apaixonei pela sinopse que a Clara Ferreira Alves escreveu na contracapa do livro. Apela à fantasia, ao romantismo, não à crueza da narrativa

"Anos depois da guerra, depois dos casamentos, dos filhos, dos divórcios, dos livros, ele veio a Paris com a mulher. Telefonara-lhe. Sou eu. Ela reconhecera-o logo pela voz. Ele dissera: queria só ouvir a sua voz. Ela dissera: sou eu, bom dia. Ele estava intimidado, tinha medo como dantes. A sua voz tremia de repente. E com o tremor, de repente, ela voltara a encontrar a pronúncia da China. Ele sabia que ela tinha começado a escrever livros, soubera-o pela mãe dela que voltara a ver em Saigão. E depois dissera-lho. Dissera-lhe que era como dantes, que ainda a amava, que nunca poderia deixar de a amar, que a amaria até à morte."

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Rosa de encantar #7

Aparição - Vergílio Ferreira

Todos nós nos perguntamos já "quem sou? para onde vou? porque estou aqui?", por certo quase todos já pensamos na(s) resposta(s), que mais não fora para concluirmos que nada sabemos, desconhecemos, que estavamos ainda em busca da resposta, do nosso grail.

É exactamente por aqui que o autor começa, coloca as suas dúvidas e dá a sua resposta àqueles com quem convive na cidade de Évora, na família do Dr. Moura e amigos chegados. São costumes e modos de vida, são intrigas, ilusões, paixões, conclusões e confusões.

Por muito que nos esforcemos em transmitir da melhor forma as nossas ideias, há sempre quem as ouça por outros olhos:
- porque estão de acordo e as pretendem complementar com a sua visão própria;
- porque se questionam naquele momento das certezas que tinham quanto a uma resposta diferente;
- porque para eles o copo está sempre meio vazio;
- porque a sua maturidade, calma e experiência de vida os colocam num nível de compreensão diferente, precisam de outras palavras;
- porque são sonhadores e aproveitam as asas para voar;
- porque "se através dos tempos o homem pensasse apenas na utilidade prática, hoje não seria um homem, seria um parafuso".

Fica-me a curiosidade de saber a data em que o autor localiza a história que a mim me parece intemporal, mas que pormenores descritivos me levam a colocar na década de 50/60.

"Mas o que sei é que o homem deve construir o seu reino, achar o seu lugar na verdade da vida, da terra, dos astros, o que sei é que a morte não deve ter razão contra a vida nem os deuses voltar a tê-la contra os homens, o que sei é que esta evidência inicial nos espera no fim de todas as conquistas para que o ciclo se feche - o ciclo, a viagem mais perfeita. Não me pergunteis como consegui-lo, não me pergunteis. O que é evidente aparece."

(em itálico, transcrições da obra)

Framing time #16



Anjo, 08.12.2005

E pronto, já está! Uma decoração de Natal a 6 mãos!
Claro que uma das séries do ano anterior tem luzes que não acendem (para desespero do meu pai), as bolas são ainda mais do que eu me lembrava, o presépio está bem ao gosto da minha mãe, o Pai Natal já se fartou de cantar o seu Ho! Ho! Ho!
Em destaque, o novo anjo, porque todos os anos se tem que acrescentar um tareco novo...

terça-feira, dezembro 06, 2005

Na grafonola

A licença de habitabilidade já saiu! Hallelujah!

Na voz de Rufus Wainwright, da banda sonora do Shrek e do casamento da minha priminha X.

ostwo

Num dos últimos comentários que fiz, as letras que o blogger me pediu para confirmar foram estas.
Que familiar que isto me soa...
ostwo
ostwo
ostwo
ostwo


segunda-feira, dezembro 05, 2005

Da paixão

de Lobo Antunes.

Depois de ler esta descrição tão apaixonada no Educação sentimental, quem pode ficar indiferente?

"Aprende-se a escrever, lendo. E também é necessária uma grande humildade face ao material da escrita. É a mão que escreve. A nossa mão é mais inteligente do que nós. Não é o autor que tem de ser inteligente, é a obra. O autor não escreve tão bem quanto os livros."
Em entrevista ao Diário de Notícias, em Novembro de 2004

Natal, compras, pudins e afins

Hoje fui às compras, de Natal, de roupas para as primas, as tias, para todo o sexo feminino da família. A mania de outros Natais ou aniversários leva-me sempre a experimentar as roupas que vou oferecer, a encontrar um meio termo entre os meus gostos e os gostos das meninas que serão presenteadas. Gosto destes rituais, dão-me prazer, principalmente quando, como aconteceu este ano, encontro uma lojinha em que consigo reunir de tudo para todas e, melhor ainda, fora do shopping mais perto e das lojas onde todas vamos no dia a dia, a fazer as nossas próprias compras.

Hoje, como nos outros dias, não raro encontro sempre algo de que gostaria para mim, não resisto a experimentar saias e saias e sempre umas ou outras calças... Com a certeza de sempre digo à menina que não, não vai servir, têm que ser maiores... ela a insistir, que sim, claro que dá, se calhar até vão ficar largas, e, como sempre não ficam, não servem, ficam os olhos a brilhar pelos bordados e as missangas que lhes adornam as pernas, ficam os olhos a brilhar por sonhos perdidos por umas calças que, como tantas outras, tantas outras vezes, ficam na prateleira.

Ao ler este post da Miss pearls lembrei-me destas minhas quezílias, destas feridas mais ou menos curadas, dos anos passados e dos anos presentes, das vidas que vivo.

Porque quando há pudins não há Franciscos, nem acessórios de moda ou mesmo roupinhas da moda, não há brilhos nos olhos, nem chamadas que nos fazem tremer ou sorrir, e para se aceder a tudo isto, ou a uma pequenina parte, os pudins só podem ser pudins uma refeição em quatorze que a semana tem, os fins de tarde têm começar no ginásio e os filmes têm que se ver sem pipocas.

Amanhã, a manhã começa no ginásio, lá para as onze, que pelos menos em férias posso dar-me a estes pequenos luxos.

sábado, dezembro 03, 2005

Framing time #15



The first meal, 18.11.2005

Quase não resisti a um livro de receitas de vegetais hoje... E aquela bíblia italiana? Se não fosse em inglês acho que me tinha dado a excentricidade...

# 3333

Este vaso está com um nº de visitas tão lindo que não resisti a mais um post!
Bom fim de semana!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Do you remember now?

Your past life diagnosis:
I don't know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation. You were born somewhere in the territory of modern North Australia around the year 875. Your profession was that of a philosopher and thinker.

Your brief psychological profile in your past life:
Timid, constrained, quiet person. You had creative talents, which waited until this life to be liberated. Sometimes your environment considered you strange.

The lesson that your last past life brought to your present incarnation:
Your main lesson is to develop magnanimity and a feeling of brotherhood. Try to become less adhered to material property and learn to take only as much, as you can give back.

Hummmmm what else is new? New life, same me :), só que desta vez em Portugal.
E vocês, por onde andaram?
(descoberto aqui)

You are my sunshine

E no meio deste tempo cinzento, deste frio e desta chuva que ontem até parecia que dava uns ares de dilúvio, as compras da noite anterior trouxeram-nos a delícia do sol e a magia nos irmãos Coen no magnífico O brother, where art thou?.




As aventuras de Everett, Pete e Delmar não podem deixar ninguém indiferente e muito menos a banda Soggy Bottom Boys, a não perder o 'Man in constant sorrow', em que George Clooney, John Turturro e Tim Blake Nelson dão o ar das suas cordas vocais!

Numa quinta feira chuvosa valeu-nos o sol deste filme e o calor da fantástica banda sonora.

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away
...

Self notes

"... só há um problema para a vida, que é o de saber, saber a minha condição, e de restaurar a partir daí a plenitude e a autenticidade de tudo - da alegria, do heroísmo, da amargura, de cada gesto. Ah, ter a evidência ácida do milagre que sou, de como infinitamente é necessário que eu esteja vivo, e ver depois, em fulgor, que tenho de morrer. A minha presença de mim a mim próprio e a tudo o que me cerca é de dentro de mim que a sei - não do olhar dos outros."

in Aparição, Vergílio Ferreira