rosa carne

escrevinhando...

terça-feira, janeiro 31, 2006

segunda-feira, janeiro 30, 2006

domingo, janeiro 29, 2006

sábado, janeiro 28, 2006

quarta-feira, janeiro 25, 2006

terça-feira, janeiro 24, 2006

segunda-feira, janeiro 23, 2006

pause

quinta-feira, janeiro 19, 2006

na grafonola

Hoje temos a música que tem servido de banda sonora às minhas manhãs esta semana, com a cortesia da radio da minha eleição.

and all that i can see is just a yellow lemon tree...

L317UR45

Verdadeiramente com os olhos em bico é como eu me sinto hoje...
Boa sorte na leitura do texto abaixo. É fantástico!


3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45

8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3

4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M

QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM

M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0,

45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4,

R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1

QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554

V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4

P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.

M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4

53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3

C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 4R314.

terça-feira, janeiro 17, 2006

obrigações ou a minha relação com os prazos

Por mais que tente, os prazos escorrem-me pelas mãos, como se fossem seres viscosos e escorregadios, impossíveis de apanhar. O espírito capricorniano da racionalidade, cumpridor quanto baste, faz-me levá-los mais a sério e, regra geral, não os deixo passar em branco.

O problema está naquelas coisas que, não tendo um prazo fixo e definido, também têm que ser feitas e que não deixam de ser importantes ou urgentes só porque não têm prazo. Mas, essas, essas vão ficando em segundo porque os prazos ficam sempre em primeiro. E de segundo em segundo lugar vão andando até um dia verem a luz do sol, nem que seja um sol bem longínquo. Acumulam-se listas de to-do’s para amanhã, para a semana, para o fim de semana, para os saldos, para as férias.

Mas no subconsciente lá estão, a martirizar, a não deixar esquecer o que está em falta, as obrigações, os compromissos, os sonhos ou os desejos.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

o propósito

De acordo com a Rochelle, que todas as semanas me bombardeia o mail com weekly forecasts of health, wealth and happiness, esta semana, em caso de dúvida, devo inspirar-me em Emile Zola:
"If you ask me what I came to do in this world…I will answer you: 'I am here to live out loud.'"

sábado, janeiro 14, 2006

letras dos livros

"Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo - não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos -, vamos regressar."

A sombra do vento, Carlos Ruiz Zafón

jarhead


Eu gostei, bastante. Do humanismo, do humor, das brincadeiras, das atitudes, dos castigos, da recriação de um mundo que me é completamente estranho e de que só tenho notícias a partir dos filmes.

Sempre me custou perceber o espírito militar, a forma como os homens (maioritariamente)reagem à vida militar, o fascínio pelas armas, o espírito de caserna, as brincadeiras de iniciação, a vontade de matar em cenário de guerra, ou em preparação para ele.

Mas não duvido que em todas as companhias de jarheads existam os malucos, os desesperados, os profissionais, os amedrontados, existam até todos eles num só.

Gostei bastante do Jake Gyllenhaal, dos olhos azuis celeste, que apenas foi idiota o suficiente para assinar um contrato e se tornar em profissional dos Marines...

sexta-feira, janeiro 13, 2006

saudade



de ser loira... ou de como ando a precisar de mudar de visual.

cancelo

Cancelamentos, anulações, reclamações, por telefone, por escrito, por fax ou por mail.

Isto de subscrever revistas e serviços à experiência dá uma trabalheira para as anular. Mas, pelo menos desta vez, a inércia não venceu.

Afinal, na minha conta bancária mando eu!

quinta-feira, janeiro 12, 2006

na grafonola

Temos os Massive Attack, para amansar o sono e os sonhos, safe from harm.

dia de rei

Todos temos dias em que nos sentimos bem, connosco e com os outros. Até parece que a nossa aura cresce, se ilumina e nos conquista com a sua luz e brilho. Até a roupa que vestimos nos fica melhor que nunca, o cabelo fantástico, o sorriso resplandecente, os olhos mais brilhantes que a aura.

E há os dias que são diametralmente opostos.
Também terão um nome pomposo, esses?

Faz parte da minha rotina diária ir almoçar a casa, com os meus pais, conversar nem que sejam 5 minutos apenas. Nos dias em que não posso, sinto falta daqueles minutos de abstracção, sem problemas que não sejam familiares.

Hoje não saí para almoçar. De princípio pareceu-me bem, aproveitava para ler um pouco, escrever, quem sabe. Agora que aqui estou sinto-me a murchar. O silêncio (apesar do rádio ligado com o volume baixo) faz com que este local me seja desfamiliar, me seja estranho e mesmo desconfortável.

Ou então sou eu que, hoje, não me apetece a solidão.

não esquecer

500g de carne picada é muita carne.

terça-feira, janeiro 10, 2006

precisa-se

Sapatos pretos, de pele que não camurça, aí com uns 2/3 cms de salto.
Redondinhos à frente, bicudos só em desespero de causa.
Tamanho 38/39, em saldo.
Sugestões e candidaturas devem ser dirigidas aqui ao vaso.

o que eu gosto menos

no Natal é o arrumar da árvore.

Bem, para ser sincera, também me mexe com os nervos pôr as luzes e as fitas todas ensarilhadas do ano anterior...

Mas agora já está. Tudo empacotadinho para hibernar no conforto do sótão.
Até ao próximo Natal.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Sonhos impossíveis

Há sonhos que nos parecem tão possíveis, tão reais que quase os sentimos palpáveis, nos iludimos com a sua vivência.
A seguir acorda-nos a realidade.

domingo, janeiro 08, 2006

Servir

A vida em dois dias, 2 noites, 2 pessoas.
Conversas, carinhos, beijos, amores.
Esperas, telefonemas, atrasos.
Novos brinquedos, o mesmo parque de diversões.
Músicas, livros, jornais, filmes.
Compras, arrumações, saldos.
Comida, bebida, alimentos para a alma.
Telefonemas, adeus, despedidas.

E saborear, muito e sempre.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Voar

Precisava de abrir a janela e voar.

Voar sem correntes e amarras, sem um espaço aéreo limitado, sem controladores de voo e pistas de descolagem.

Precisava de abrir as asas de condor, planar no ar, senti-lo por entre as penas.

E parar, parar quando quisesse e onde quisesse, escolher e construir um ninho só seu.

Procurar os ramos, entrança-los com cuidado e mestria, admirar a obra feita e aninhar-se, no aconchego, na segurança da sua casa, até ao dia em abriria de novo as asas.

Para voar para longe, em busca do calor, dos dias risonhos.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

a imagem no espelho

Dias havia em que se olhava ao espelho e lhe apetecia fugir, para bem longe, para um lugar onde ninguém a conhecesse ou soubesse quem era, onde ninguém se importasse.

Noutros dias olhava-se parcialmente, como que seleccionando retalhos, escolhendo o rosto, ou os lábios, ou mesmo as orelhas: "se pudessem ver-me apenas a orelha, teria alguma possibilidade de me elegerem bonita", pensava, vaidosa dum retalho que esticava, esticava até ao infinito na tentativa que cobrisse toda a manta e a escondesse do espelho revelador.

Dias ainda em que olhava a imagem reflectida e ralhava com ela, falava-lhe rispidamente, relembrava-lhe dos objectivos a que se propusera e listava progressos, erros, avanços e recuos. Era o chefe soberano daquele reflexo, rígido, mau-feitio, nunca uma palavra de encorajamento ou de estímulo, apenas o frio cálculo dos avanços e as duras críticas dos deslizes, das falhas, dos atrasos.

E dias chegaram em que o sorriso se iluminava, em que os olhos brilhavam quando falava ao espelho, em que por segundos se esquecia do reflexo e via a alma, o brilho de si, do reflexo, de tudo e de todos, apenas por um fugaz segundo de abstração, por um microsegundo de sonho e de fuga do corpo.

Tantos dias num só dia, numa só vida, num mesmo espelho em tantos corpos.

Ceia de Reis



Era uma vez, três Reis Magos que iam levar os presentes ao Menino Jesus. Os Reis iam a discutir uns com os outros, porque todos queriam dar o presente primeiro.Os Reis encontraram uma velhinha e, ela perguntou:
Porque é que estão a gozar uns com os outros?
Eles responderam:
Porque todos queremos dar a prenda em primeiro lugar ao Menino Jesus.
A velhinha disse:
Vou fazer um Bolo Rei e já volto.
Passado algum tempo...

Aqui está o Bolo Rei. Tem lá dentro um brinde e uma fava. A quem calhar o brinde é o primeiro a dar a prenda ao Menino Jesus e, a quem calhar a fava é o último. Os Reis concordaram e, cada um comeu uma fatia do bolo.

O brinde saiu ao Rei que levava o Ouro e, a fava ao que levava a Mirra.

Quando chegaram ao pé do Menino Jesus, deram-lhe os presentes. O primeiro foi o que levava o Ouro, o segundo o que levava o Incenso e o último o que levava a Mirra.

Esta é a história do bolo rei, ou assim se ensina na Escola EB1 de Alburitel.

Hoje em dia o bolo rei já não tem brinde e, na maior parte das vezes, nem sequer fava, mas não deixa de ser o meu doce de Natal favorito.

Hoje, para fechar a quadra natalícia, impõe-se uma fatia.

Aiiiiiiii

Que eu morro!
Ataque violento de poluição sonora, na forma de uma máquina horrenda que lava ou raspa uma parede...
Eu dou em maluca (mais ainda)!

quarta-feira, janeiro 04, 2006

na grafonola

Uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos, os já quase-dinossauros Cake.
(ou como se engana o Firefox e os seus plugins)

Barriga para dentro, peito para fora

É um dos princípios base da boa postura, corporal e de vida.

Há já alguns anos que os portáteis se tornaram os meus companheiros diários de trabalho, e os meus intrumentos de navegação pós-laboral.

Ao fim deste tempo todo dou por mim a cada dia que passa mais torta, mais curvada e mais desesperada de dores de costas e de mau estar à secretária.

Fora do escritório, a má postura mantém-se, são os ombros que caem para a frente, as costas que curvam, que doem cada vez mais quando contrariadas, a carteira pesada no ombro...
Eu bem tento contrariar, o ginásio, o evitar cruzar as pernas, mas estes grandes esforços não conseguem contrabalançar o mau que é passar 9 a 10 horas por dia toda torta. Fiz uma pesquisa rápida e descobri que existem já uns suportes ergonómicos ideais para combater a má postura:

Agora vou descobrir onde moram nas lojas portuguesas, experimentar, esticar a coluna, baixar a cadeira, empinar nariz e peito e esperar melhorar a qualidade de vida.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Sustos

Não gosto de conduzir.
Não gosto, pronto! Andar com o carro atrás, dentro dele, agarrada ao volante é uma necessidade da vida, profissional e mesmo pessoal, tanto que seria tecnicamente impossível sair do fim do mundo onde vivo para o cú de judas onde trabalho confiando apenas nos transportes públicos normais (dos quais excluo, pelo custo associado à frequência necessária, o táxi).
Por isso, todos os dias me faço à estrada, às ruinhas, ruelas e buracos, à auto-estrada, à VCI, ao trânsito da ponte da Arrábida, de manhã e ao fim do dia, e ainda à hora de almoço, que nem a aversão à condução me privam da comida da minha mãe.
Todos os dias olho à volta para os carros, cada vez mais, que me rodeiam, para os condutores stressados, domingueiros, assassinos, intolerantes, cooperantes, distraídos ou não; todos os dias avalio a minha própria preguiça, intolerância, mau-feitio, azelhice, velocidade ou não.

Mas o que eu detesto mesmo mesmo é a mania que todos temos de não respeitar distâncias, de fazer filas compactas, que fazem com obras na estrada, distracções ou ultrapassagens se tornem em travagens bruscas me assustam, me deixam o coração aos pulos, as pernas a tremer e o conteúdo da carteira todo espalhado no chão.

Eu não gosto de conduzir, e eles e elas, todos os outros, será que gostam? Muitas vezes duvido.
E vocês?

na grafonola

Está um dia lindo lá fora, não está?
Just another perfect day...
Quero as minhas férias de volta!!!!!!!!!!

segunda-feira, janeiro 02, 2006



Rabanadas, bolo rei, pão de ló, aletria, leite creme, sonhos de cenoura, queijo da serra, tostas, vinho quente com canela e açúcar, nozes, passas, amêndoas, pinhões, ameixas secas, figos, mon cheri, ferrero rocher e after eight, bacalhau, batatas, camarões no forno, bolo de chocolate, profiteroles e salgadinhos...
Misturar bem e deixar assentar na barriga, anca, coxas e um pouco por todo o lado.

2006


Agora que o novo ano conta já com quase 48 horas de vida chega o momento de eu abrir um novo bloco de notas, o meu primeiro Moleskine, em branco, pronto a ser salpicado de memórias, anotações, lembranças e afins. Os desejos, esses ficaram com as passas e as bolhinhas do champanhe, no subconsciente sempre presentes!