rosa carne

escrevinhando...

domingo, abril 30, 2006

um peixe no aquário

Há algo de muito forte que nos liga aos nossos animais de estimação, principalmente se convivemos com eles de facto.

Cá em casa, desde que me lembro, sempre tivemos um gato, mas quando o Chico morreu a minha mãe não quis mais nenhum, não adianta o muito que eu insista com ela.

Ficamos apenas com o peixe no aquário, um peixinho vermelho que com o tempo que cá passou em casa foi crescendo e "enbranquecendo", a ponto de ser quase confundido com uma sardinha branca. A minhã mãe habituou-se a falar com ele, a dar-lhe os bons dias, a reconhecer quando tinha fome e quando estava a dormir, atribuindo-lhe uma convivência um tanto anormal para um peixe. Hoje de manhã, disse-me com os olhos aguados que o peixe não tinha pedido comida de manhã, que estava morto.

O nosso peixe não tinha nome, nem vai ter o que lhe vou comprar agora, não para substituir a nossa sardinha de estimação, mas para a ajudar a criar novos ritmos, novas convivências.

herança genética

Agora sei a quem saio com o sono e a paixão pela cama e a dificuldade em acordar.
Chego a casa meio da tarde e ambos dormem, não foram sair, ficaram a descansar.
Temos apenas diferenças horárias: eu gosto de dormir de manhã, eles escolhem a tarde e o cedo da noite.

sábado, abril 29, 2006

aliados


Uma das recordações mais vivas que tenho da infância é a de tardes na avenida dos Aliados, brincar na calçada portuguesa e no jardim, dar de comer às pombas sob o olhar atento do meu avô e, para terminar a tarde em beleza, lanchar num café nos Lóios.

Talvez por isso me esteja a custar tanto ver a forma como está a avançar o progresso e a modernidade na baixa do Porto. Para já custa-me ver a baixa transformada num estaleiro, obras, camiões, buracos, pós e areias no ar. Quando tudo ficar pronto vai-me chocar o betão, as não-árvores.

Se por um lado aguardo com expectativa o fim das obras, por outro aguardo com tristeza o novo visual da Avenida dos Aliados.

quinta-feira, abril 27, 2006

condomínio

Têm sido uma perfeita novidade para mim estas reuniões de condóminos. Conhecer os vizinhos, descobrir que os nossos problemas são comuns a outros, ouvir protestos, planos e conversas animadas.

Analisar orçamentos, entrevistar os interessados, discutir valores, escolher, votar e marcar nova reunião.

Sinceramente espero que depois de formado o dito condomínio as reuniões deixem de ser tão frequentes, sob pena de não haver pernas que resistam a tantas horas de pé na garagem...

Aceitam-se apostas sobre o que verá primeiro a luz do dia: se o elevador ou o condomínio?!

rosa louca

"essa flor inconstante do Equador, que de manhã é branca,


a meio do dia é cor-de-rosa


e ao fim do dia é vermelha,

da cor do Sol afogando-se no mar."

In Equador, Miguel Sousa Tavares

Ando com um aperto no peito, uma ansiedade de uma nota só.
Não é chuva nem é gente e espero que não seja um nó.

terça-feira, abril 25, 2006

liberdade


Dormir numa cama grande
Olhar a imensidão do mar
Passear aqui ou ali, devagar ou mais depressa
Oferecer um livro
Almoçar à hora que dá fome
Jantar com os amigos
Descansar quando apetece
Arrumar tudo e deixar algumas coisas para trás
Trocar a torradeira
Conversar ou ouvir o silência
O telefone que não toca
Viver
Rir por estar contente por estar feliz
Mimar
Apreciar cada momento por si só

musicól

Depois de um fim de semana maravilhoso, foi a Miss Legs Tina Turner que me cantou ao coração. Something special, uma canção tocada ao acaso e que, sem ser por acaso, é dedicada...

quarta-feira, abril 19, 2006

musicól



Na segunda-feira fomos ver "O infiltrado" com o Clive Owen que, desgraça das desgraças passa a maior parte do filme de máscara... Em contrapartida o Sr. Denzel Washington tem um tique bem parecido com o meu, mas com menos cabelo hehe

Eu gostei, bom entretenimento, história engraçada e muito bem conseguido o plano do asslto.

Escusado será dizer que a musiquinha da abertura não me saiu da cabeça desde então. Cá fica ela, enjoy the Bollywood sound!

stress

Gosto de fazer as coisas com calma, de forma expedita, mas com calma. Gosto dos meus papéis organizados e de saber o que já fiz e o que me falta fazer.

Nada me deixa mais desorientada do que num trabalho a dois ter 4 mãos no teclado e ver folhas a voar e a desaparecer da ordem.

Respiro fundo, sorrio e concentro-me nas folhas que agarro com força nas minhas mãos. Faço um back-up do ficheiro e abstraio-me.

Estes dias deixam-me esgotada!

terça-feira, abril 18, 2006

desespero

procurar, experimentar, procurar, vestir, despir e não comprar.



Eu compro a Cais!

livros que eu leio (10/2006)

Baunilha e Chocolate – Sveva Casati Modignani


Desconhecia esta autora, mas nos últimos dias tenho-me deparado com vários livros dela, com vários milhões de exemplares vendidos nas prateleiras de livrarias e supermercados: está identificado um autor best-seller, no caso uma autora e italiana.

O seu livro é simples, contam a fórmula mágica das relações entre homens e mulheres, os triângulos amorosos. Não pretende que dele se tirem ensinamentos nem precisa; entre uma e outra página reconhecemos pormenores que a nossa vida tem ou teve, ou que gostaríamos que tivesse.

Baunilha e chocolate é o sabor preferido do gelado de Pepe, a protagonista do romance. Pepe é casada com Andrea e tem 3 filhos. Um dia toma a decisão de sair de casa e lá vai. A partir daí ficamos a conhecer as histórias pessoais das personagens, das suas famílias e amigos, histórias presentes e passadas, fidelidades e infidelidades.

Por todo o livro transpira emoção, a luta entre a paixão, o amor que nos enleva e o carinho, o companheirismo, o amor que se constrói e que se vive. Por todo o lado respira o tempo dos amores, será que um amor perfeito há 20 anos atrás será ainda um amor perfeito hoje?

Com este livro ri e chorei com as personagens, embrenhei-me nos seus desejos e desejei um final feliz para Pepe e para o seu amor, como desejo a todas as minhas amigas.

uma gaivota na janela

No meu local habitual de trabalho, a janela fica do meu lado direito (dizem as regras da ergonomia que deveria ser do lado esquerdo), perto o suficiente para trazer luz directa à sala, mas longe ao ponto de apenas permitir uma vista de esguelha do exterior.

Outros dias trabalho em salas interiores, sem janelas que não sejam divisórias com vidro viradas para o corredor.

Hoje tenho uma grande janela à minha frente, com vista para a rua e para os telhados dos prédios à frente, e um vislumbre de umas vigas coloridos a que chamam arte. Mesmo há pouco, veio uma gaivota dar-me as boas tardes:

- Boa tarde, gaivota. Posso ir contigo ver o mar?

domingo, abril 16, 2006

a Páscoa lembra-me sempre

o compasso, as idas à aldeia quando era mais pequena, almoços intermináveis com os tios e os primos que só via quase em ocasiões festivas. Grandes assados, leite creme, conversas à mesa pela tarde fora e o cansaço de um dia num ambiente não muito familiar.

sábado, abril 15, 2006

coisas de que eu gosto #25

Acordar devagarinho, ao meu ritmo, sem despertador a tocar e sem pressa.
Espreguiçar, negociar com os lençóis a saída da cama e ouvir o silêncio, a calma de não estar ninguém em casa.
Momentos raros...

sexta-feira, abril 14, 2006

Atchim

Uma horita a arrumar o guarda-vestidos e já está... olhos a chorar a comichar, nariz a pingar e espirros atrás de espirros!

Por outro lado, as camisolas de Inverno estão finalmente arrumadas e as de meia estação estão organizadas por cores desta vez, a ver se assim funciona melhor...

Para um outro dia ficam outras gavetas.

quinta-feira, abril 13, 2006

coisas de que eu gosto #24

Gosto muito muito de morangos, vermelhinhos, madurinhos, docinhos, simples, sem açúcar e com um pouco de iogurte.
Tenho pena de só poder comer poucos de cada vez, sempre a medo e a contar com as reacções do corpo aos desejos do palato. Por vezes queixa-se a barriga, outras vezes acordo adolescente de novo, com borbulhas nas bochechas... Mas, não deixo nunca de adorar morangos!

V



Por entre a lenda de Guy Fawkes e a luta pela liberdade, discursos políticos, sociedade de informação, passando pela música e pela vontade de dançar, o mascarado V cultiva rosas, lê livros e luta por uma sociedade melhor.

terça-feira, abril 11, 2006

um dia isto muda

Não é suposto as massagens serem momentos de prazer e descontracção?

musicól

Como eu gosto de cantarolar este refrão: oh for the sake of momentum... lalalalalala
Um dia destes tenho que rever o Magnolia...

domingo, abril 09, 2006

amanhã

26 dias depois recomeça a itinerância.
Malas a postos, soninho em dia e cá vou eu!

Por cá ficam as escritas, os livros, os passeios, as compras, as rotinas de mais de vinte dias, que mais uma vez passam para o horário pós-laboral.

Back to life, back to reality...

livros que eu leio (9/2006)

A tragédia da Rua das Flores - Eça de Queiroz



Desde os tempos do liceu que Eça nunca me apaixonou. Li os Maias por obrigação, sem grande paixão e, reconheço, sem lhe prestar a atenção que por certo mereceria. Anos mais tarde falava-se sobre leituras e uns amigos espantaram-se dessa minha "lacuna" queirosiana e ofereceram-me este livro. Uns tantos anos mais tarde finalmente pego nele e me dedico a folhear-lhe as páginas de letra dactilografada e meia borratada tão característica dos livros da editora Livros do Brasil e que já não se vê (felizmente) em livros nenhuns.

Correm-me os olhos pelas descrições de fatos e vestidos, de costumes e da vida em sociedade da época. Seguem-se as intrigas quase palacianas, o mostrar ser, os falatórios, os boatos, o ser e o parecer. É esta a virtude de Eça, dizem-me, a crítica dos costumes e o retrato mordaz da sociedade. Reconhecida e com mérito!

A história em si é pequena, enrolada, esticada e desenrolada numas 2 ou três páginas do final. As aventuras e desventuras de Genoveva, Dâmaso e Victor vão correndo suavemente, sem grandes surpresas, com as artimanhase o calculismo de Genoveva, o despeito e a ingenuidade de Dâmaso e a(s) paixão(ões) de Victor.

Tenho ideia de em tempos ter passado na televisão um filme ou uma peça de teatro adapatada do livro; gostava de a ver, sem dúvida que as personagens e o ambiente descrito darão um belo espectáculo visual.

Reconheço porém que o livro não me apaixonou, o romance histórico, de época não me cativou nem me arrastou para soirées de vestidos de cauda, espartilhos e rendas, com cavalheiros de casaca preta e gravata branca, não me transportou para o teatro nem mesmo para as paisagens de Sintra onde tem lugar uma parte importante da história.

coisas de que eu gosto #23



Chocolate de todas as formas e feitios, tamanho, textura ou sabor. Hoje estou viciada em pastilhas Droste de chocolate branco.

Fechadas no armário é que elas estão bem, qualquer outro local é inseguro!

um dia isto muda

Porque é que só me apetece muito muito ir ao ginásio quando não posso?

felicidade

Folheando uma revista, vi um artigo do Paulo Coelho sobre a felicidade. Nele o autor compara a felicidade a um estado de estagnação, de monotonia e conformismo, estado em que nada acontece, nada evolui. A felicidade foi atingida e ponto final. Reconhece que não procura a felicidade, e que sempre que lhe perguntam se é feliz, se irrita um pouco e responde que não procura essa coisa da felicidade.

Ainda segundo ele todos temos momentos de alegria, pontuais, aqui e além, mas isso não implica que sejamos felizes.

Fiquei confusa. Concordo que a monotonia não é boa e muito menos o conformismo, mas... para mim nunca foi isso a felicidade. Mas, que será isso da felicidade? A alegria, como o Paulo Coelho diz, é fácil de reconhecer e todos somos capazes de identificar momentos de "alegria". Será que ele não está só a brincar com as palavras? Será que alegria e felicidade não são a mesma coisa?

Como dizia um amigo meu: "eu sou feliz, e mais tolo é quem me diz que não é feliz"...

quinta-feira, abril 06, 2006

prendas e prendinhas



Cá em casa todas as épocas festivas são bons pretextos para se oferecer uma prenda aos primos e aos tios, quanto mais não seja umas flores ou umas caixas de bomboms.

Como compradora oficial da casa declaro que a busca está de momento terminada, todas as prendas e prendinhas estão compradas, embrulhadas e separadas por casas e por datas à espera de serem desembrulhadas no dia próprio.

Mission accomplished!

quarta-feira, abril 05, 2006

não é justo

Anda uma moça a fazer contas à vida, a tirar medidas para trás e para a frente, a escolher adereços e cores e a imaginar como vai ficar fantástico aquele conjunto e quando entra na loja decididíssima a comprar o conjunto completo, as partes coloridas estão esgotadas...

Mas, acalmem-se os ânimos, estão encomendadas ao fornecedor, o que na prática quer dizer que durante 2 meses não haverá aqueles cestos lindos, maravilhosos, fantásticos que me encantaram tanto.

Depois fico chateada, pois claro que fico chateada...

musicól

Esta semana canta a Ive Mendes, a voz dela cheira-me a Verão...

balanço

Roma
Atrasámo-nos a jantar e só consegui ver meio episódio, sendo que desde que começou a passar esta série na 2: só consegui ver 2 episódios, ainda não percebo metade das histórias cruzadas e assim nunca mais a consigo perceber...

Donas de casa desesperadas
Perdi o primeiro episódio da 2ª temporada. Anyway, da 1ª temporada também só consegui ver pouquinhos (quem se lembra de pôr uma série assim fantástica ao domingo à tarde, quando ainda eu não tinha televisão em casa?) e ainda não saiu o dvd com a 1ª série (legendado em português, pelo menos)... Acho que só vou ver esta 2ª série na reposição...

Perdidos
Este é que me custou... Depois de ter bebido sofregamente os compactos da 1ª série na Fox, e de ter visto os outros episódios morro de curiosidade de saber como vai evoluir a aventura do outro lado da ilha... Será que vão repetir o episódio no fim de semana?

Mas, para equilibrar a balança, vimos a parte II da Idade do Gelo (pronto não foi na tv, mas o cinema é bem mais fixe):



Fantástico! Adorei! Um filme bem disposto do princípio ao fim!

Cá para mim, o balanço até é positivo!

segunda-feira, abril 03, 2006

Uma história de violência



Não gosto de filmes violentos, não gosto de filmes em que a violência gratuita me faz encolher na cadeira e tapar os olhos para não ver. Contudo tolero filmes que a violência e o sangue seja de tal forma exagerado que, de improvável, não me choca. É por estas e outras razões que simplesmente escolho não ver determinados filmes.

Por outro lado, não consigo ver filmes em que a realidade seja de tal forma tão violenta que a mera semelhança entre o filme e a realidade me assusta. Fui ver este um tanto a medo, mas sendo realizado por quem é, esperava um bom filme. E é, efectivamente, gostei bastante da forma como se integram as histórias passadas e presentes, das reacções da pequena comunidade, da forma como a família se une.

Fica-me a dúvida sobre o final, não sei se concordo que tudo tenha ficado bem.

livros que eu leio (8/2006)

Não te deixarei morrer, David Crockett – Miguel Sousa Tavares



Este é o primeiro livro que leio deste autor, cujas crónicas aprecio bastante. E este livro não são mais que crónicas, histórias curtas, a maior parte publicada na revista Máxima.

Enquanto me preparo para atacar o Equador um dia destes, deixei-me deliciar por algumas notas que entendi como biográficas, e principalmente pelos contos: Viagem, Nada é mais perigoso que o silêncio e A passagem.

Fica uma self note:
“Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que não seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil.”
In Nada é mais perigoso que o silêncio

bebé

Ver uma jovem mãe feliz da vida, com a filhota ao lado, sorridente e conversadora apesar de o bebé só ter nascido há umas 8 horas é das melhores coisas que me são dadas a vivenciar. Ouvi-la contar como a filha mais velha reagiu à maninha, ver-lhe o brilho nos olhos deixa-me sem palavras.

domingo, abril 02, 2006

sol

Já tinha saudades de um dia assim azul, lindo, de ver t-shirts e camisolas de alças na rua, de olhar para as árvores e sentir o cheiro a Primavera.

blabla blabla blablabla

Houvera quem ensinasse que eu quero aprender.