rosa carne

escrevinhando...

quarta-feira, maio 31, 2006

last stop - 31 Maio

Quase 72 horas após o início da minha semana só pode haver um balanço possível:
50 horas úteis de trabalho em 3 dias não deixa margem para dormir ou comer, quanto mais para qualquer vida pessoal.

O que vale é que o dia de amanhã leva com ele para longe o infindável mês de Maio...

quinta-feira, maio 25, 2006

devagar, devagarinho

Por fim se notam os efeitos: troquei velocidade por mobilidade. Agora o meu portátil para além de viajar dentro de casa, vai poder viajar também de uma casa para a outra, sempre ligado ao mundo internético.

No entretanto, e enquanto me não habituo, treino a paciência e calmamente aguardo que carreguem as minhas páginas favoritas, que baixem os ficheiros, que descarregue o mail.

Acho que por uns tempos, vou deixar de pôr musicól no vaso.

terça-feira, maio 23, 2006

na lufa-lufa

Pouco ou nada se tem passado por cá pelo vaso, o que é uma pena! Tanta coisa feita, tantos momentos para partilhar, tantas estórias para escrevinhar e tudo se perdeu nos confins da minha memória demasiado ocupada com trabalho, trabalho e trabalho.

E ainda ando eu a pensar em voltar a estudar...

sábado, maio 20, 2006

livros que eu leio (12/2006)

Deste viver aqui neste papel descripto – António Lobo Antunes



Durante muito tempo deixei este livro na minha mesa de cabeceira, por puro egoísmo. Estava a dar-me tanto prazer a companhia de cartas de amor que não queria que me deixassem o pé da cama nunca. Qual será o sentimento que leva um homem a escrever uma carta todos os dias à sua esposa, mesmo que nada tenha para lhe contar que não seja que gosta tudo dela?

Aos poucos porém o encanto vai-se desvanecendo, os comentários vão-se-nos tornando familiares, a vida que nos é “descripta” pouco muda, os personagens vão perdendo a novidade. Aos poucos vamos conhecendo a personalidade de ambos, mais dele, que transparece claramente, a sua passividade e o seu ciúme, os seus desejos e a sua insegurança, o medo e a coragem, a roçar o conformismo.

O desterro do mundo, de notícias da família e da amada, viver a kms de distância o nascimento da primeira filha, contar os dias para as férias, para o regresso.

Acima de tudo fica a mística das cartas de guerra, o amor à distância que se quer encurtar, a saudade.

sábado, maio 13, 2006

coisas de que eu gosto #26

Adoro gambas, percebes, búzios, sapateira, recheio de sapateira com tostinhas, uma ostra ou duas, camarão da costa, tudo a que tenho direito num misto de marisco. Adoro o cheirinho, o sabor a mar, o comer sem encher barriga, o deleite do paladar.

Não poderia haver melhor forma de começar o fim de semana!

quinta-feira, maio 11, 2006

voltei

da Costa
do sotaque lisboeta
das voltinhas por avenidas e avenidas à procura do caminho certo
do lugar do pendura
dos batidos de frutas tropicais
de mesas de pequeno almoço com migalhas
de uma terra feia
de uma marginal com vista para as dunas
dos dias grandes e passeios ao fim da tarde
de pelo menos oito horas de sono por noite
de uma vida numa só assoalhada
do trabalho longe

para cá
para o trabalho (mais) perto
para o trânsito da cidade
para os passeios depois de jantar
para leite com cereais dos meus e fruta fresca
para a sopa da minha mãe
para a minha música
para o meu carro com a música ligada
para os mimos dos que me fazem falta

terça-feira, maio 02, 2006

eva



Quase dois anos depois, hoje floresceram os primeiros rebentos.

Estou feliz, feliz, feliz!

é competitiva ou nem por isso?

Tem tanto receio de competir e falhar que nunca entra em jogos. Também existe o trauma da menina boazinha, e como você adora que gostem de si não persegue os seus sonhos se sentir que pode magoar alguém.

Ao reconhecer que ser competitiva não significa necessariamente estar contra os outros, você pode alcançar os seus objectivos pessoais. E se o seu problema é não saber que objectivos são esses, olhe bem à sua volta e em especial para aqueles que a inspiram.

livros que eu leio (11/2006)

Equador – Miguel Sousa Tavares



Já muito me tinham falado deste livro, da forma como nos viciava e eu fui anotando, deixando crescer a vontade de o ler um dia. E um dia, a medo, lá lhe peguei, nos intervalos de um outro que tinha deixado na mesa de cabeceira.

O que primeiro me agarrou foi a escrita de época sem os trejeitos e as expressões que lemos em escritores “da” época. A escrita fácil, a história e as aventuras amorosas, o desenrolar de todo o processo de ida de Luís Bernardo para S. Tomé. Depois deixei-me esmorecer pelas descrições do reconhecimento que tem que fazer da ilha, pelo constatar de que o esperava uma missão ingrata.

Com a entrada em cena do cônsul inglês e da sua bela esposa, a história ganha um novo fôlego (na minha modesta opinião, a história de vida do cônsul é um livro dentro do livro, um pequeno conto delicioso) e a partir daí largar as terras quentes de S. Tomé tornou-se um sacrifico, a todos os momentos me apetecia viajar para as roças, para as praias desertas, para a varanda de Luís Bernardo e sentar-me a ouvir um dos seus discos levados de Lisboa, ajudar nos preparativos da visita de Sua Majestade, convencer com Ann e David.

Ficou-me a curiosidade de ver como tudo acabava, qual o rumo que o Governador daria à ilha e à sua vida, para onde o levariam os devaneios políticos e amorosos, se para os braços do amor, se da política, se do mundo.

Li os últimos capítulos sofregamente e quando terminei só me ocorreu que já não se vivem vidas assim nos nossos dias, e é pena. Vou sentir falta do Luís Bernardo e das rosas loucas ao adormecer.

Fica a self note: As edições ilustradas não são portáteis e tiram quase toda a piada de ler na cama.