rosa carne

escrevinhando...

sexta-feira, junho 30, 2006

sonhos de uma noite de verão

Na outra noite sonhei que tinha ido de férias para a Madeira, para casa de uns amigos (que por acaso até moram no Algarve) e que tinham sempre mais uns 3 ou quatro residentes às refeições.

Lembro-me de ter levado livros, de os perder para depois os reencontrar nas mãos dos estranhos residentes que apareceiam para as refeições.

O sonho todo passava-se na sala de jantar/estar, pelo que não sei bem porquê estou tão certa que era na Madeira.

Ó Sr. Freud, faxavôr... Podia vir cá explicar-me isto?

daisies

O livro que ando a ler tem na capa uma margarida (digo eu) ou um malmequer (dizes tu) e pelo que vejo tinhas razão, é a mesma coisa, mais ou menos.

Como se dirá malmequer em inglês?

quinta-feira, junho 29, 2006

sou eu, lembras-te?

Já por duas vezes esta semana me cruzei com a minha melhor amiga do liceu, eu no carro, ela a pé perto de onde ela morava quando ambas andávamos no liceu.

Ela não me reconheceu, pelas razões óbvias, mas eu fiquei na dúvida se havia de lhe chamar a atenção, de como lhe explicar que era eu, de dentro do carro, perto do semáforo, enquanto ela caminhava no passeio ou atravessava a rua.

Há quem diga que não há duas sem três, quem sabe na terceira vez o semáforo está fechado...

roses are red


4, lindas, lindas

quarta-feira, junho 28, 2006

friiiooooo

Estou gelada! Lá fora está um nevoeiro daqueles!

Alguém avisa o senhor do tempo que já começou o Verão no hemisfério norte e está na altura de chegar ao Porto também?

segunda-feira, junho 26, 2006

rotina

Dou por mim vezes sem conta a maldizer a rotina na minha vida. Os percursos casa-trabalho, a monotonia de isto ou aquilo, porque é sempre tudo igual, porque nunca se fazem coisas diferentes, porque nos lembramos sempre de actividades interessantes quando não temos tempo ou é fora de época.

Mas há rotinas que fazem falta, a frequência com que se vai ao ginásio, o ler um livro antes de adormecer, o telefonar àqueles de quem gostamos, os jantares a uma determinada data, o café que se toma no mesmo local, o que se come ao pequeno almoço. Enfim, seria capaz de enumerar milhentas rotinas positivas para a minha vida de todos os dias (mas também acho que seria capaz de enumerar ainda mais uma rotina má), e são essas que pretendo repôr na minha vida.

Hábitos saudáveis, recorrentes e positivos para a mente e para o corpo precisam-se na minha vida, repetida e rotineiramente.

domingo, junho 25, 2006

livros que eu leio (14/2006)

Mrs. Dalloway - Virginia Woolf



"Mrs. Dalloway fez saber que ela mesma se encarregaria de comprar as flores.". Foi assim que a tradutora traduziu a enigmática frase "Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself." e que ouvi pela primeira vez no filme As horas. A partir daí fiquei com vontade de ler o livro de Virginia Woolf (mais até do que o livro do Michael Cunningham que serviu de base ao filme. Num dos fins de semana passados revimos o filme e, curiosamente, desta vez fascinou-me ainda mais e não descansei enquanto não peguei no livro.

Não conhecia a obra da Virginia Woolf e fiquei fascinada, a forma como ela descreve emoções, como associa as pessoas e os sentimentos com os seus percursos de vida é fantástica. A história do Verão em Bourton de Clarissa, Peter, Sally, Richard e Hugh que influenciou a vida futura de todos eles em geral e de Clarissa mais em particular. Clarissa é uma mulher com uma vida social perfeita, vive no mundo do politicamente correcto, as suas festas são um acontecimento invejado por todos. O retorno de Peter à sua vida numa conversa de breves minutos leva-a a questionar tudo e a ele emociona-o como há tantos e tantos anos atrás.

Dou por mim a rever mentalmente o filme em que Virginia está em pleno processo de criação desta história, em que a dado momento decide matar Clarissa. Mas como?, imagino eu, lendo avidamente páginas e páginas, se Clarissa não tem razões para o fazer (será que não tem mesmo??). Mas Virginia mudou o curso da sua história: criou Septimus que encarna o desalento, a perda de força de viver, a loucura, e vai ser ele que vai protagonizar a luta com os médicos (pela qual Virginia também passou) que cada um à sua maneira lhe criam formas de o aprisionar na sua loucura e o carregar até ao desespero de escolher a morte como fuga de todos eles.

Richard toma consciência do quanto ama Clarissa quando sabe que Peter a visitou... e, depois... incapaz de lho dizer, compra-lhe rosas, a meio do dia.

Na festa de Mrs. Dalloway reencontram-se todos os velhos amigos, e, consoante a noite avança e surge a conversa de circunstância, Sally apercebe-se que pouco ou nada soubera da grande amiga e dos outros durante todo o tempo que passou, tudo o que poderia fazer era "tirar conclusões precipitadas, e isto porque ninguém sabe ao certo o que se passa com os outros, nem mesmo quando com eles convivemos numa base diária. Afinal, não seremos nós, humanos, uma espécie de prisioneiros?"

sumo de laranja

Ganhamos, sim, ganhamos mais esta fase.

Mas, do pouco que eu sei das regras, 9 contra 9 não abona muito a favor do fair play.

sábado, junho 24, 2006

wish list, por esta ordem



Saber que estavam para sair, que já tinham saído, era uma coisa, mas vê-los ali, disponíveis, em destaque, é pura tortura!

sexta-feira, junho 23, 2006

klimt



Ontem fomos ao cinema ver o filme Klimt, sobre a vida do pintor austríaco cujos quadros tanto me encantam.

Saí de lá um tanto desconsolada, o filme é parado, Klimt ou era um doido (consequências da sífilis?) ou pintam-no como tal, não se tem uma visão das obras acabadas, por vezes vislumbram-se apenas partes incompletas.

O filme explora em demasia a vida promíscua de Klimt, a nudez das modelos, a loucura.

Para ver efectivamente as obras do pintor, aconselho uma visita aqui.

quarta-feira, junho 21, 2006

lille

As meninas da claque ajeitam os pompoms e ensaiam pela última vez as coreografias de apoio e aplauso!

Os meninos (gajos musculados todos bons) fazem os últimos abdominais e flexões e preparam os músculos para responder condignamente a qualquer doutorzeco que se lembre de perguntas mais impertinentes!

Está tudo a postos, portanto.

Força amiga! Amanhã vai ser um sucesso!

hat pin


Há uns anos comprei 2 alfinetes para chapéus no mercado de Portobello Road, numa banca meia escondida a uma senhora inglesa de meia idade que tinha uma colecção fantástica. Ontem lembrei-me deles, a propósito de nada (ou da esposa do Septimus e suas irmãs que faziam chapéus, quem sabe)e procurei-os em todas as gavetas, sem sucesso.
Que será feito deles?

terça-feira, junho 20, 2006

silêncio

Há dias em que me apetece o silêncio, em que me não incomoda trabalhar sem música, em que não ligo o rádio do carro, em que agradeço a paz momentânea que por cá se vive depois das 6.

nim

Uma das coisas que mais me custa é defender algo com que não concordo em 100%. Mas, por vezes, o trabalho assim o exige.

Hoje é um daqueles dias em que aqui a um determinado assunto me apetecia responder um NIM, porque não me merece um redondo não, nem me descansa o reconfortante sim.

segunda-feira, junho 19, 2006

toffee

Pois era isso mesmo que o avião publicitava naquela manhã em Regent's Park: TOFFEE.

Eu bem me parecia que esta página era fundamental!

pisca-pisca

A deliciosa luz branca que ilumina este recanto de escritório é fluorescente (será que é assim mesmo que se diz??), com aquelas potentes lâmpadas em forma de tubo e de baixo consumo de energia.

Hoje uma delas está a piscar, e com ela, piscam já também os meus olhos como se tivessem um tique nervoso. Acho que antes de almoçar ainda vou trepar a uma secretária a ver se lhe chego...

boa semana!

Ora, ora cá estou eu de volta ao trabalho. Estava a morrer de saudades do trânsito de manhã, da caixa de mail a abarrotar, dos telefonemas e dos papéis.

Depois não digam que não estou a fica maluquinha de todo...

domingo, junho 18, 2006

my diary

Apesar de ir por cá escrevinhando um pouco dos meus dias, sempre me fascinaram os diários de papel, com o seu cariz de pessoal e intransmissível.

Infelizmente nunca fui capaz de manter um, o que me faz muita falta.

times are changing

Agora que já não falta o elevador, passadas as férias continuo a faltar eu.
Afinal ainda há coisas que nunca mudam...

não me importo

de ler um livro ou folhear uma revista com o barulho de futebol de fundo. Vou espreitando quando os comentadores dão mais ênfase a uma ou outra jogada e no resto do tempo deixo-me alhear, deixo-me viajar pelas páginas, sorrir, viver o que vou lendo.

sábado, junho 17, 2006

clarissa

No livro que comecei a ler falta a página 20. A seguir à página 19 vem a 30 e na página 30, voltamos a ter a 30. No momento aborreceu-me, queria saber como continuava aquela descrição, afinal que raio de palavra estaria o avião a escrever no céu? Será que a autora nos diria mais sobre Septimus? Agora que a história evoluiu e o enredo se mudou para novos ambientes e personagens, já me esqueci um pouco.

Mas ainda me vou lembrar de procurar a página 20 do meu livro numa livraria perto de mim...

indoors

i.e. dentro, férias cá dentro.

dor de barriga

Os mais pequenos acusam-na de ser a fonte de todas as suas maleitas, indisposições, lágrimas e pretextos para não ir ou não fazer.

Eu, dando asas à criança que há em mim, sofro do mesmo mal e só espero que algures apareça cura milagrosa, quem sabe na forma de um gelado ou outra guloseima, de um mimo ou de gotas cor-de-rosa, saídas de um fraco venerado por todos os pais de recém-nascidos...

terça-feira, junho 13, 2006

de férias



Pegar num saco de viagem, enchê-lo com roupa de todos os dias, pô-lo na mala do carro.
Ir ao supermercado fazer compras de todos os dias, almoço, jantar, pequeno almoço.
Ir-te buscar.

É de pequenos gestos que nascem arco-íris em dias de chuva.

sábado, junho 10, 2006

conseguimos

Conjugar as horas da música com as horas da bola. E, com uma ajuda destas maravilhosas tecnologias internéticas, acabei de comprar os nossos bilhetes!

Bom fim de semana!

segunda-feira, junho 05, 2006

shrink

Alguém me sabe dizer quais os primeiros sintomas de que é preciso uma consulta urgente no psiquiatra?

eu e os outros

Sempre fui mais ouvinte que faladora. Sempre gostei de ouvir histórias, dizem-me que até o fazia bem, que analisava e puxava para a terra quem fantasiava nas histórias da vida.

Já conselheira nunca me considerei: a falta de experiência e de auto-confiança não me permitiam ir muito longe, mas a força das convicções e as certezas aparentes de como gostaria que fosse o mundo iam-no disfarçando.

Para a conversa de circunstância nunca tive muito estômago, mas curiosamente sempre me fui saindo bem. O que nunca soube foi tornar conhecimentos em amizades. Dar o passo que separa a conversa de rua, café ou escritório para os princípios da amizade sempre se me afigurou como uma barreira altíssima e nem com uma barra conseguia ultrapassar com sucesso estas provas de salto em altura.

Para minha sorte, fui encontrando na vida amigos de verdade e o temido salto lá foi sendo dado e a prova superada, com mais ou menos ajudas.

Quando olho para mim hoje e reflito sobre a minha postura na vida, esbarro com um obstáculo cada vez mais alto, com uma cada vez maior incapacidade de o ultrapassar e, o que mais me espanta, com cada vez menos vontade ou sequer força para o conseguir.

Com o tempo tenho vindo a fechar-me na minha concha, cada vez mais raros são os momentos, os assuntos e as emoções que partilho e, por estranho que possa parecer, cada vez isso me incomoda menos.

domingo, junho 04, 2006

noites tranquilas

O corpo pede-me horas de sono sem fim, dias se possível fosse. Na falta de hipnóticos, narcóticos, sonoríferos ou outros comprimidos milagrosos entrego-me nas mãos de uma mistura da Lipton de tília, camomila e flores de laranjeira. Noites tranquilas é apenas o que desejo!

cota

Já não tenho idade para ouvir Smashing Pumpkins em altos berros, no carro, de vidros abertos!

A mistura do ruído dos pneus no paralelo da estrada, dos outros carros, dos peões, com a música, para além de me destruir a concentração, estoura-me com a cabeça.

Cota!

dias escorregadios

Há dias assim, que chegam de mansinho disfarçados na penumbra de um quarto de persianas fechadas até ao último milimetro, se entranham em mim e me deixam com uma sensação de vazio.
Ocupam-me da sua inércia, escorregam por mim, num sofá, e quando me chegam aos pés e se vão deixam-me com o meu vazio, a sensação de que o dia me fugiu, veio e foi-se tão rápido, escorregou-me pelos dedos, pelas mãos, por todo o meu ser.

Deixou-me sem mim, enquanto me teve, e sem ele, quando se foi.

livros que eu leio (13/2006)

O diabo veste Prada - Lauren Weisberger



Reconheço que estava à espera de quase tudo menos do que me saiu na rifa. Ou então era eu que esperava mais, mais humor, mais acção, menos do mesmo e mais diversidade. Do glamourous mundo da moda retive os caprichos, o desperdício, a anorexia, a força do parecer sobre o ser. Provavelmente seria essa a intenção?! O emprego "pelo qual um milhão de raparigas seria capaz de morrer" fica-me como a mais pura e baixa vassalagem, desrespeito e o perfeito exemplo de tudo o que não deve acontecer num ambiente profissional(izante) e o que não se deve/ pode tolerar.

Andei em volta das páginas à procura do rumo que aquilo ia ter e, pelo menos o final fugiu do lugar comum do previsível happy end, para um igualmente happy mas não tão previsível end.

Quanto ao filme que aí vem, espero pela preview. Mas acredito que o ridículo da maior parte das cenas poderá funcionar melhor em cinema.

quinta-feira, junho 01, 2006

Aprender

A sonhar
A deixar o sorriso sair sempre
A tagarelar
A libertar as emoções
A rir ou chorar sempre que a vontade espreita
A rebolar no chão
A crescer
A ser criança

No dia 1 de Junho (mais ou menos como nos outros todos), deixar aparecer a criança que há em nós!