rosa carne

escrevinhando...

sexta-feira, setembro 29, 2006

de volta à faculdade

Ver o edifício ao longe, agora aproximando-me de carro e não de autocarro, as mesmas paredes cinzentas, doutores e caloiros, pastas, trajes e conversas nos corredores. Amianto, dizem que já não há, mas o chão parece o mesmo de sempre.

Mudanças mesmo só no bar, envidraçado, self service, apenas reconheço uma das empregadas, as mesmas conversas, outras pessoas, professores e alunos.

É bom voltar a estudar, andar por estes corredores outras vez. Para a semana vou matar saudades dos passos perdidos.

quarta-feira, setembro 27, 2006

lista de compras

Legumes para o jantar.
Apesar de haver sempre qualquer coisa para cozinhar no congelador e arroz ou massa ou mesmo batatas fritas de pacote, faltam-me sempre os legumes.

Se os compro e depois os não uso, é um desperdício, se os não compro fazem-me falta para a salada ou a sopa.

terça-feira, setembro 26, 2006

da ordem das coisas

Aos poucos, vou retomando a leitura dos blogs favoritos e a descoberta de novos cantinhos.
O monte de revistas acumulado nos meses antes das férias também já foi diminuindo e já fui enchendo os olhos de artigos mais ou menos sérios, de conselhos de beleza, de fofocas e de novidades ao Sol.
Faltam os livros, que foram comigo de férias e voltaram quase intocados e que me esperam sem reclamar na mesa de cabeceira, no sofá, os três. Quem sabe a seguir não páro de saltitar das páginas de um para outro e lhes dou a atenção que merecem.

pés frios

Não anda longe o Outono e depois dele o Inverno, já me arrefecem os pés sem meias aqui sentada em frente ao écran. Os dedos das mãos já teimam também em arrefecer e pedem-me que encontre as luvas com os dedos cortados que usava para estudar nos tempos da faculdade.

galvanizar

de Galvani, n. pr.

v. tr., submeter, sujeitar à acção da pilha galvânica;
pratear ou dourar por meio de galvanoplastia;
recobrir o ferro com uma leve camada de zinco, zincar;
dar movimento aos músculos em vida ou pouco depois da morte, por meio de electricidade galvânica;
fig., reanimar, dar vida fictícia a;
excitar, estimular.



Ainda me hão-de explicar porque é esta palavra tão popular no mundo futebolístico?!

invontade

Posso adicionar esta palavra ao dicionário? Posso dizer só com uma palavra o conjunto de palavras que reflecte a minha falta de vontade para aqui estar hoje?

vida

A cabeleireira onde eu ia quando era mais novita, e onde ainda hoje a minha mãe vai, tinha um salão improvisado nas traseiras de sua casa (uma peluqueria semi-clandestina, como a de Sole no filme do Almodovar/)e uma cadela chamada Vida.

Como tal, andava sempre a acarinhar a Vida, a maldizê-la por vezes, a contar as suas peripécias, a acarinhá-la e a educá-la. Como qualquer adolescente, intrigada com o sentido da (minha) vida, achava deliciosa a analogia e sorria-me interiormente a imaginar se tal seria um reflexo da sua vida.

Ainda hoje me sorrio interiormente sempre que exclamo: "ai, vida, vida!".

segunda-feira, setembro 25, 2006

six feet under



Lentamente, entranham-se em mim as personagens e as suas vidas. Mortinha por vê-los com mais frequência. Graças à Fox, todos os domingos à noite faz-me companhia a quarta série. Acho que vou pôr as primeiras séries na minha wish list.

domingo, setembro 24, 2006

desejos

Há os secretos, escondidos de olhos e gentes
Há os proibidos, pela lei e pelos homens
Há os mirabolantes, permissíveis apenas quando se ganha o euromilhões
Há os impossíveis, de realizar ou concretizar
E depois... há os banais, tão banais que esperamos, certas que se vão tornar reais.

sexta-feira, setembro 22, 2006

a minha priminha

Da noite de ontem ficou-me o sorriso de uma boa conversa, o mistério de como há meninas que transmitem tantos sorrisos na voz, tanta energia nas conversas.

E com tanta vontade de aprender e partilhar, com tanta criatividade, com tantas experiências para contar.

Será que é genético? A genética tb funciona dos mais novos para os mais velhos?

quinta-feira, setembro 21, 2006

pneus

Mecânico: o carro é a gasolina ou diesel?
Eu: a gasolina
M: então se calhar podemos pôr uns pneus em H
(olha para mim com ar inquisidor)
E: ...
M: para velocidades máximas mais baixas... aí até 210Km
E: ah, então podem decididamente ser esses
(nunca na vida me apanharão a conduzir a uma velocidade dessas...)

E pronto, com 45% de desconto ainda fica numa pipa de massa. Pópó lindo do meu coração, sábado vais à massagem! Tirar esses pneus horrorosos e pôr uns H novinhos em folha, muito mais sexys.

música

Por estes dias falta música no meu quarto. Em casa dos meus pais nunca me lembrava sequer de pôr o rádio a tocar, mas agora que optei por não trazer comigo o rádio despertador com os seus maravilhosos números vermelhos a brilhar no escuro, parece que me falta algo...

quarta-feira, setembro 20, 2006

vizinhos

Para quem, como eu, sempre viveu numa casa, ouvir ruídos dos vizinhos é uma sensação estranhíssima de invasão de privacidade.

a primeira

Entrei no elevador, olhei para o espelho e lá estava ela outra vez, espetada, a brilhar no meio dos cabelos escuros. Instintivamente tentei agarrá-la, quase largando os sacos que levava para casa, mas fugia-me, escondia-se, como se estivesse com medo de ser arrancada, desprezada, retirada do seu lugar ao sol. Eu, que sempre pensei que isso de cabelos brancos só me aconteceria lá para os cinquenta anos, como à minha mãe, parece que afinal herdei o cabelo do meu pai.

volver



Já fomos ver o novo filme de Almodovar a semana passada, mas ainda nada tinha dito sobre ele, sobre as mulheres que o habitam e sobre as histórias que vivem, contam e que tanto me emocionaram e fizeram rir. Porque por vezes há razão na loucura e os mortos podem voltar para nos pedir algo.

E adorei a sensualidade da Penelope, os planos que a reforçaram, os olhos marejados.

Gostava que todos os dias fossem assim: apesar do sono, força para agarrar o dia!

terça-feira, setembro 19, 2006

o tempo

O mal de fazer férias em Setembro são as diferenças de temperatura. Venho eu habituada ao sol e ao calor e, por cá, convenhamos que já está frio! brrrr

segunda-feira, setembro 18, 2006

em minha casa

À volta ouço apenas o silêncio, o barulho da televisão ou a música que ponho a tocar.
Na cozinha, o prato único já lavado, faço um chá para um.

Aqueço o corpo e a alma antes de dormir, para ouvir melhor o que o silêncio me quer dizer, para sonhar.

Sozinha, mas não só.

às bolinhas

Bolinhas e mais bolinhas para aquecer o Outono que se aproxima.

volver

Olhando assim de repente até parece que voltei aos tempos da juventude em que férias que eram férias não tinham menos de 2 meses e chegavam a ter 3...

Tanto tempo sem regar o vaso não se faz... Vou ver se encontro a fonte das letrinhas e volto já...