rosa carne

escrevinhando...

terça-feira, outubro 31, 2006

desejo

Apetecia-me ir embora agora e só voltar aqui na próxima semana.
Estava a precisar tanto tanto de um fim de semana comprido!

marie antoinette

Não fosse o fascínio pela preview e a expectativa pela Kirsten Dunst, teria ouvido a razão e abdicado de ir ver o filme. No meio do sono e dos bocejos até perdi a cena em que, misturados com os sapatos da rainha (ou delfina), aparecem umas all-star.

Não sendo um filme que me encha as medidas (achei até bastante maçador), a verdade é que eu acho piada à menina Kirsten, pronto!

segunda-feira, outubro 30, 2006

mudança



Não, não são os olhos verdes, são mesmo os caracóis.
Anda revolto o mar dos meus cabelos a partir de hoje.

domingo, outubro 29, 2006

six feet under T4, 9

Não consigo deixar de me desorientar com a Brenda. Perdida na vida, na dela e na dos outros.

nigiri

Finalmente descobrimos o restaurante japonês na avenida da Boavista. Não admira que nunca o tivessemos visto, já que o Nigiri, apesar de ficar mesmo ao lado do McDonald's fica escondido num rés-do-chão recuado de um prédio.

Simples, o que de comum tem o restaurante tem de extraordinário a comida. Vim deliciada, principalmente com os tempura maki que a empregada (brasileira) nos sugeriu. Tempura de camarão quentinho bem enrolado com maionese... nham....

Recomendo!

sexta-feira, outubro 27, 2006

ao acordar

Hoje quando o despertador tocou estive uma hora, sem exagero, a negociar com os lençóis se saía da cama ou não. Acabou por ganhar o sentido de dever (defeito capricorniano) e lá saí.

Valeu abrir a janela e ver o sol lá fora. Ah que saudade eu tinha do sol!

hoje para o almoço apetecia-me



Hummmm California rolls, com muito sésamo...

sede

de viagens pelo mundo
de passeios e descobertas
de mãos dadas
de conversas e risos
de flores e mimos
de noites que virão
de dias felizes

quinta-feira, outubro 26, 2006

Para mim torna-se difícil distinguir o real do imaginário, os sentimentos próprios dos apropriados.

Como tal a escrita flui ao sabor do humor, da disposição e do capricho.

Dias de grandes estórias e dias de meias palavras.

bla bla bla

Como eu admiro as pessoas que controem conversa a partir do nada, que têm sempre algo de interessante para dizer, contar ou comentar.

cinzenta

Quando é que o tempo muda para dias mais coloridos, a ver se com ele se mudam também as minhas cores?

sonhos

Depois de ver o Little Miss Sunshine, pensei cá para mim se não deveria revisitar os meus sonhos... Porque, afinal, também pode ser bom não os concretizar...

segunda-feira, outubro 23, 2006

arco-irís

Já não me lembrava de ver um. Hoje de manhã, por entre as nuvens cinzentas, lá estava ele com as suas cores difusas, a sorrir-me enquanto desesperava na fila de trânsito.

Segui-lhe o rasto com o olhar, imaginei onde terminaria, como seria o sorriso do duende que estaria lá sentado em cima do pote de ouro.

Dei por mim mentalmente a contar-lhe as cores:
roxo-azul-verde-amarelo-laranja-vermelho... faltava-me uma... descobri agora que a 7ª, entre o roxo e o verde, é o indigo... Não admira que a não distinguisse...

Ainda pensei pedir um desjo ao arco-irís, mas não me consegui lembrar de nenhuma sabedoria popular que desse mais credibilidade à minha prece. Deixei-me estar, à espera que naquela rua o trânsito demorasse um pouquinho mais para o poder admirar melhor, para trazer para mim um pouco da sua beleza.

sair da cama

'Miga, ensinas-me a acordar às 7?

o exercício físico

faz-me bem, ao corpo e à mente.
O trabalho, porque me impede de fazer exercício mais frequentemente, só me pode fazer mal.

domingo, outubro 22, 2006

six feet under T4, 8

A relação entre o Nate e Brenda é como uma porta, daquelas que mantemos aberta porque temos medo que, se ela se fechar de vez, nunca mais possamos voltar atrás.

A relação entre a Brenda e o Joe, ao contrário, é uma porta que deseja a toda a força manter-se aberta, mas que, a cada dia, se fecha um pouco mais.

relato

Depois da tarde quase inteira a olhar para o monitor, copy, paste, espaço, espaço, tab, print preview e a ouvir a música toda da library em shuffle mode, ligo o rádio para ir acompanhando o jogo dos dragões contra os lagartos.

Gosto do barulho de fundo da conversa dos jornalistas, sempre gostei mais de futebol relatado que filmado.

não leituras

Não ando com vontade para ler, nem livros nem revistas, nem jornais. Apenas vou espreitando os blogs e lendo umas coisas para as aulas...

Alguém me liga o interruptor da leitura recreativa, por favor?

weekend planner - check

Bem... fora as aulinhas e umas chatas formatações de texto... os planos saíram um tanto furados!
(I should know better not to plan)

sexta-feira, outubro 20, 2006

a idade dos "intas"

Na minha revista de cabeceira por estes dias vem um artigo sobre a entrada das mulheres na casa dos trintas. Começa por explorar as expectativas que quase todas tínhamos, quando eramos adolescentes, que aos trinta já estaríamos casadas e com filhos e arrumadas na vida profissional. Destrói o mito, rebate com exemplos de percursos convencionais e irregulares e conclui pelo que eu considero serem efectivamente as maravilhas da maior-idade:
- não desesperar se não temos companhia para sair
- reconhecer que apesar das paixões assolapadas há relações que não combinam mesmo conosco
- manter um grupo de amigos que nos conhece bem
- reconhecer as maravilhas da comida saudável, no dia a dia, e das extravagâncias com peso e medida
- ter alguma estabilidade financeira para nos permitir independência e os nossos luxos, quanto mais não seja ocasionalmente
- ter a capacidade de dizer não a mais uma experiência maluca, só porque está in
- divertir-se tanto ao mais num sábado à noite em casa do que na discoteca até às 6 da manhã

Bom fim de semana!

weekend planner

Aulinhas e mais aulinhas
Dormir muito
Mimar e ser mimada

Nos intervalos venham uns episódios da 1ª série do 24, uma ida ao cinema, um pouquinho de estudo...

Alguém vai às compras por mim, que tenho o frigorífico vazio? Obrigada.

meninas que eu leio

Sim, porque os blogs que visito sempre que tenho uns segundos são maioritariamente femininos.
(posso não comentar, mas espreito sempre a saber de vocês)

quinta-feira, outubro 19, 2006

memories

Regina Spektor - That Time

Hey remember the time when I found a human tooth down on Delancey
Hey remember that time we decided to kiss anywhere except the mouth
Hey remember that time when my favorite colors were pink and green
Hey remember that month when I only ate boxes of tangerines
So cheap and juicy, tangerines

Hey remember that time when I would only read Shakespeare
Hey remember that other time when I would only read the backs of cereal boxes
Hey remember that time I tried to save a pigeon with a broken wing
A street cat got him by morning and I had to bury pieces of his body in my building's playground
I thought I was going to be sick, I thought I was going to be sick

Hey remember that time when I would only smoke Parliaments
Hey remember that time when I would only smoke Marlboros
Hey remember that time when I would only smoke Camels

Hey remember that time when I was broke
I didn't care I just bummed from my friends
Bum, bum, bum, bum, bum...

Hey remember that time when you od'ed
Hey remember that other time when you od'ed for the second time
Well in the waiting room while waiting for news of you
I hallucinated I could read your mind
And I was on a lot of shit too but what I saw, man, I
tell you it was freaky, freaky

vezes não são vezes

Por vezes o mundo corre mais depressa que nós, suga-nos o espírito e as vontades, abafa-nos no marasmo e retira-nos as vontades físicas e emocionais. Há quem lhe chame rotina, desinteresse, ou, simplesmente, falta de vontade.

Outras vezes, conseguimos ultrapassá-lo, chamar às nossas mãos o controlo da nossa vida e das nossas emoções, reviver sentimentos esquecidos, alterar rotinas, percursos e planos, viver com o corpo, o coração e imaginação.

love is

No episódio de hoje do O.C., o casalinho de namorados zanga-se, o rapaz faz-se à vida e arranja emprego num barco, a rapariga descobre à última da hora de onde parte o barco do rapaz, chega lá mesmo a tempo de lhe dizer que ele é um cobarde e que está a fugir num barco como o pai dela. Vai-se embora e vai para o café chorar, quando chegam os amigos para a consolar e nem acreditam que o rapaz se foi embora. Claro que o rapaz não se vai embora, e aparece no café onde estão e lhe diz que pode ser cobarde, mas que vai ser cobarde com ela, ao pé dela e não se vai embora.

Lágrima no canto do olho e final feliz.

Porque é que na vida real não há cenas assim românticas?

quarta-feira, outubro 18, 2006

ballerina

Perdida por entre músicas e sons sonhava saber dançar.

O facto de ter pouco ouvido para a música e não ter a mínima noção de ritmo não parecia importante, até porque nos sonhos não existem contrariedades. Quando tinha oportunidade abanava a cabeça e copiava movimentos que via fazer nos outros, tentando acompanhar. Tremia só de pensar que um dia alguém a convidasse a dançar a dois, pois assim teria que combinar o seu ritmo com o do outro, não podendo haver falhas para as falhas de tempos e o não seguimento dos compassos. Talvez por isso, das poucas vezes que o fez a dois, quebrou a regra fundamental de deixar o parceiro ditar os passos e impôs os seus, os que sabia (a custo) controlar. O resultado foi desastroso e fê-la desistir de tentar outras vezes por iniciativa própria.

Mas o sonho, esse permanece.

terça-feira, outubro 17, 2006

gatos da minha vida

Lembro-me com saudade do tempo em que tinha um gato em casa. Sinto falta dos miares, das cabeçadas nas pernas, das tropelias, dos castigos aplicados pela minha mãe, das aventuras que sempre tinha para contar.

Lembro com tristeza os acidentes que foram sofrendo os vários gatos que tivemos, a que sempre foi sobrevivendo a gata com nome de pássaro da primavera, até aos últimos olhares do último preto da casa.

Fecho os olhos e ainda sinto por vezes as turrinhas que me davam nas pernas, as unhas que docemente se espetavam nos joelhos a avisar que iam trepar-me para o colo, a dormência das pernas depois de horas a estudar com o gato no colo.

Gatos vadios, que escolheram adoptar-nos a casa, senhores de nela habitar cada dia um pouco mais.

a dália negra




Ontem fomos ver A dália negra. Lembro-me de aqui há uns anos ter lido o livro, lembro-me de ter gostado, mas, siceramente, já não me recordava dos pormenores. O filme ficou-me aquém das expectativas, as interpretações fraquinhas, até mesmo a bela Scarlett me pareceu apagada e sem sabor.

Adorei a Hilary Swank, no papel da sensual e misteriosa Madeleine (que dá muita luta à Scarlett Johansson), e a mãe, a very british (irlandesa, no caso) Fiona Shaw, que é simplesmente deliciosa nos trejeitos no jantar de família.

De tudo o resto, apenas o sentimento de que a história merecia mais, dos actores, principalmente.

novo pijama para os meus olhos



Desde 5ª feira passada que andava a pensar nesta foto e ainda não tinha tido oportunidade de a fazer. Agora os meus olhos já podem descansar com uma roupinha nova.

mimos

Ouvir-te do outro lado da linha, dá-me uma vontade de abraçar, de te dar um daqueles abraços apertados que me fazem viajar. Se não posso ajudar, queria poder acarinhar.

segunda-feira, outubro 16, 2006

vidas

Todos os dias ela vivia uma personagem diferente: um dia era rica e não fazia nada, no dia seguinte tinha 2 filhotes que lhe consumiam o juízo, no outro era viajante profissional, no outro professora ou enfermeira, tudo o que no dia lhe apetecesse desde que não fosse a sua real ocupação de todos os dias, aquela que a desgastava, que lhe ocupava os minutos em que não podia sonhar.

Apresentava-se com o mesmo nome sempre, que não o seu, sorria muito e gargalhava com as perguntas que lhe faziam, descrevia com paixão o que fazia e o que sentia, como era e do que gostava.

Conhecia, por vezes a mesma pessoa mais que uma vez e contava-lhe que era decoradora e se ele se lembrasse da enfermeira ria-se com a coincidência e de imediato providenciava 500 razões porque ser decoradora era mais entusiasmante e de que ela própria era mais interessante que qualquer enfermeira poderia alguma vez ser.

Eles eram eles, cada conversa um novo interlocutor, um novo desafio à sua imaginação. Adorava os que, mais do que falar, perguntavam muito, a obrigavam a pensar e a construir e desenvolver cada vez mais a fantasia.

No dia seguinte, se a cumprimentavam, desculpava-se do tempo ou do humor, mudava de interlocutor e fantasiava um novo dia.

Era apaixonada por começos, por dar a conhecer o eu que construía para ela, por interessar, cativar e conquistar. Depois, que se exigia a partilha, ou quando a história evoluía no sentido inverso ao pretendido, saía, partia sem se explicar, sem finalizar a história iniciada.

Provavelmente porque não gostava de finais, investia tanto em bons começos.

yawn

Acordar com sono, muito sono, após uma noite que se alonga para além das horas normalmente consensuais. Despertar lentamente, sem muitas palavras, e depois começar a falar.

O neurónio só consegue fazer uma coisa de cada vez...

domingo, outubro 15, 2006

six feet under T4, 7

O David é a mulher na relação dos dois, o inseguro, o preocupado, o que telefona porque está triste ou porque está feliz, o influenciável e o que, apesar de ao princípio concordar com relações pararelas, acaba por pedir a monogamia.

ilhas exóticas

Às vezes lembro-me de outras maratonas, mas não era a mesma corrida, pois não?

falta de tempo

A primeira cadeira já acabou, as aulas pelo menos. 16 horas após, só em Dezembro será o exame. Ainda estou para ver como vou gerir o tempo no entretanto, no decorrer das outras 3 cadeiras.

Este sábado carreguei com os livros e umas pastas até ao sofá com o objectivo de organizar papeis. Agora que olho para lá, vejo-os muito bem organizados num monte, as pastas ao lado.

Por agora bem vai, amanhã faço as arrumações, mas quando tiver que estudar não vai ser tão simples...

sexta-feira, outubro 13, 2006

disciplina

Não leias aquilo que escreves, não revejas e não mates as palavras.

Não apagues sentimentos, por muito que te pareçam só teus.

Escreve, escreve, escreve, nos minutinhos do intervalo, nas folhas do caderno, publica ou deixa só para ti os contos, as histórias e os desabafos, mas escreve!

bedtime stories

Entre os livros e as revistas têm ganho as revistas, no pouco tempo que me vai sobrando antes de adormecer. Durante a semana devoro a Tabu e ontem comecei a esmiuçar a Cosmo deste mês, depois de uma tentativa à Lux Woman.

Ahhhhh sweet serenity da futilidade!

Ao som de Regina Spektor.

irritação

O que detesto, mas detesto mesmo, é acordar a uns 10 minutos da hora de o despertador tocar com uma vontade incontrolável de ir à casa de banho. Quer fique na cama a apertar-me todinha, quer vá e depois volte aos lençóis, aqueles minutinhos não chegam sequer para voltar a aquecer o sono....

Melhor ainda é sair de casa e demorar mais de uma hora a chegar ao emprego...

Alguém falou em sexta-feira, 13?

quarta-feira, outubro 11, 2006

beta

Será que se eu mudar para o novo blogger não perco nada daqui do vaso? Não perco arquivos, nem template, nem links, nem nada?

almofadas

Ando numa luta só com a minha almofada.

Habituada a dormir de lado, houve uns tempos em que, convalescente, me vi forçada a dormir de barriga para baixo. Bons tempos em que, após noites e noites mal dormidas, finalmente me habituei a adormecer sem qualquer almofada e a encontrar conforto naquela posição habitualmente não natural. Mas, claro está, como qualquer hábito forçado, mal tive oportunidade, voltei à minha posição predileta e à companhia da minha fiel almofada.

Com o Verão, a mudança de casa e as férias, e as trocas de almofadas inerentes, desesperei, dormi mal e ganhei uma dor de estimação aqui no ombro esquerdo que anseia por uma massagem terapêutica e pelo fim do torpôr.

É bem feito, que uma almofada não é coisa que se troque, reclamava a "abandonada" em casa dos meus pais. Tanto reclamou e me apelou ao subconsciente que a fui buscar, a agarrei e a levei comigo também para a casa nova.

Porém, em retaliação, o corpo agora reclama destas trocas e enganos, reclama da nova, reclama da velha, atrapalha-me o sono, obriga-me a testar ambas todas as noites e nem assim me garante noites sossegadas.

Acho que por uns tempos vou ter mesmo que dormir com as duas almofadas na cama, ora agora com uma, ora depois mais a meio da noite com a outra, a ver se melhoram os sonos e as costas.

Falavas em vício, e eu vim com ele embora. Com o bichinho de escrever umas coisas, muito ou pouco, sobre tudo ou nada. Fiz um chá, liguei a música e sentei-me aqui nas almofadas, meia torta, a escrever. Não a ler, hoje, apenas a escrever.

Um vício de cada vez, para haver espaço para todos.

word count

Afinal 50.000 palavras equivalem a um romance de cerca de 175 páginas. Ora, isto tudo num mês... implica escrever em média mais de 1.500 palavras por dia.

Acho que este ano ainda não estou preparada. Para o ano, quem sabe.

terça-feira, outubro 10, 2006

os rostos das palavras

Depois de um dia carregado de números e mais números a encher os olhos e torná-los pequeninos, nada melhor que um chá com uma verdadeira conhecedora, deixar fluir as letras pela primeira vez tornadas em palavras faladas, das que se ouvem, se olham e se riem.

Conversas sobre formações comuns, vícios e leituras. Em presença. Até ao próximo chá, às próximas partilhas.

segunda-feira, outubro 09, 2006

péssima compra

É de doidos navegar com este sistema! Se estiverem a pensar mudar para uma ligação móvel, desaconselho vivamente o zapp: é muito, mas muito lento (a minha primeira ligação dial-up era mais rápida), e, pior ainda está constantemente a cair.

Que publicidade mais enganosa!

mau feitio

Tenho mau feitio, reconheço. Não daqueles maus feitios de desatar aos berros com toda a gente, de levar tudo à minha frente, de gerar inimizade instantânea.

Não, desse não! O meu não mata, só mói. Entranha-se devagarinho em mim, fecha-me o semblante, a garganta, o coração, aguça-me o cinismo e amua-me, deprime-me, inibe toda e qualquer possibilidade de se me aproximarem com algo mais que o coloquial.

É mau é, antes queria ser má como as cobras, berrar e deitar tudo para fora, que ficar sózinha, com o meu mau feitio, a remoer as palavras que gostaria de ter dito, a arrepender-me do que fiz e do que disse ou não disse.

E o pior, o mais mau de tudo é que com a idade está cada vez mais refinado, cada vez me define o carácter e cada vez me destrói mais. A cada investida saio pior, comigo e com os outros.

E depois, depois, tenho que pegar nele, nos cacos que ficaram, misturar, amassar e construir-me de novo, tentando perder o pedaço do mau feitio, que teima sempre, de todas as vezes, ser o primeiro a preencher um espaço cada vez maior.

domingo, outubro 08, 2006

normalidade

Quando foi a última vez que fizeram algo completamente doido?
Quando foi a última vez que se rebolaram a rir, que ficaram com a barriga a doer e os maxilares presos de tantas gargalhadas?
Quando foi a última vez que rebolaram na relva, ou na areia, que andaram à chuva e chegaram a casa encharcados?

aulinhas

Já tinha saudades de assistir a aulas, da quantidade de informação por minuto, das perspectivas de muito estudo, de aprender coisas novas.

Apesar do sono e das dores de cabeça que me assaltam, diria que as 1ªs oito horas foram promissoras. Começo a achar porém que a carga horária é insuficiente para a densidade que gostaria que fosse dada a algumas matérias.

Isto dos estudos pós-graduados não é fácil!

felicidade

What’s your definition of happiness?

quinta-feira, outubro 05, 2006

gelatina

Adormecer com incertezas, com cansaços e sonos, dormir e acordar com sonhos esquecidos, re-adormecer.

Acordar com os festejos da República pelos sempre presentes vizinhos voluntários de farda vermelha, torrar pão, com manteiga, geleia e leite com café.

Amolecer a manhã, juntar calor, lençóis, festejar com treme-treme de tutti-fruti a liberdade à nossa maneira.

Repetimos o feriado amanhã?

havana



Chorei, comovi-me, sorrei, deixei mais lágrimas escorrerem-me pela cara. Comoveu-me o amor à família, à liberdade, ao país, o amor do homem e da mulher, os sons.

Choro ao reconhecer o que gostaria de ter e ao identificar o que vejo com o que tenho.
Apesar de não se ver muito da cidade no filme, fica, sempre, a vontade de um dia ir até Cuba.

quarta-feira, outubro 04, 2006

dor

Desde pequena que convivo com dores e queixas, maleitas e achaques, crises e choros. Fui-me habituando a elas, a assistir a tentativas de as solucionar ou então ao puro desalento e à resignação de que nada havia a fazer. Pouco a pouco fui-me impondo e participando mais activamente de buscas e queixas, de medicamentos e tratamentos.

Mas, também eu desanimo e perco a esperança quando de cada boca surge uma nova causa, de cada especialidade uma cura diferente, assaltam-me as dúvidas do tudo ou nada, a impotência de discernir sobre qual a voz mais certa, sobre qual o caminho a seguir para, se não terminar (que nisso já nenhuma de nós acredita), pelo menos minimizar o sofrimento.

terça-feira, outubro 03, 2006

conversas de livros

E, de repente, uma conversa tendencialmente circunstancial, altera-se: os olhos brilham, trocam-se nomes de livros e de autores, de gostos e desgostos. Daí saltamos para os filmes e a conversa perdeu o encanto.

precisa-se

de rotina, de hábitos de fazer, preferencialmente em dias certos e previamente marcados.

Precisa-se que a rotina se mantenha durante muitos e muitos meses.

(Porque será que sempre que vou ao ginásio me lembro sempre disto?)

segunda-feira, outubro 02, 2006

six feet under T4, 5

Não gostei do episódio de ontem do Six feet under: o que aconteceu ao David foi por demais surreal. Os nossos medos rapidamente se transformam em tentações, em enganos e, no final, acabamos violentados, física e emocionalmente.

A filha do Nate (Myra?) parece sempre estar meia drogada no colo do pai. Será que sedam a menina antes de cada episódio?

O trabalho da Claire foi mal interpretado, onde ela queria ver quietude, os outros só conseguiram ver apatia ou mesmo morte. Será que a obra diz mais que o artista intencionalmente quer deixar transparecer?

desejos

Aninhar-me no teu colo, enrolar-me no teu abraço, sentir o carinho que me aquece a alma.

estações do ano

Hoje de manhã perguntava-me uma colega se já tinha acabado a Primavera? A minha vontade constante de murrinhar no sofá enrolada nas mantas que por lá estão bem a jeito diz-me que sim... acabou a Primavera, o Verão e o Outono parece-me que tb durou apenas uns dias.

sábado à noite

No sábado fomos jantar com uns amigos a uma tasquinha na ribeira. Por muito que a moite estivesse a ameaçar chuva a qualquer momento custou-me ver o vazio daquelas ruas, noutros tempos cheias de gentes que procuravam onde jantar ou apenas tomar um copo. Por estes dias se não fossem os turistas estariam ainda mais vazias e desoladoras.

Em contrapartida agradou-me o movimento de gentes com destino ao novo bar na Rua Passos Manuel, pelo menos ao sábado à noite voltei a ver gente na parte alta da baixa.

até eu...



... me rendi ao charme! Adoro o meu novo brinquedo!