desejo
Apetecia-me ir embora agora e só voltar aqui na próxima semana.
Estava a precisar tanto tanto de um fim de semana comprido!
escrevinhando...
Apetecia-me ir embora agora e só voltar aqui na próxima semana.
Não fosse o fascínio pela preview e a expectativa pela Kirsten Dunst, teria ouvido a razão e abdicado de ir ver o filme. No meio do sono e dos bocejos até perdi a cena em que, misturados com os sapatos da rainha (ou delfina), aparecem umas all-star.
Não consigo deixar de me desorientar com a Brenda. Perdida na vida, na dela e na dos outros.
Finalmente descobrimos o restaurante japonês na avenida da Boavista. Não admira que nunca o tivessemos visto, já que o Nigiri, apesar de ficar mesmo ao lado do McDonald's fica escondido num rés-do-chão recuado de um prédio.
Hoje quando o despertador tocou estive uma hora, sem exagero, a negociar com os lençóis se saía da cama ou não. Acabou por ganhar o sentido de dever (defeito capricorniano) e lá saí.
de viagens pelo mundo
Para mim torna-se difícil distinguir o real do imaginário, os sentimentos próprios dos apropriados.
Como eu admiro as pessoas que controem conversa a partir do nada, que têm sempre algo de interessante para dizer, contar ou comentar.
Quando é que o tempo muda para dias mais coloridos, a ver se com ele se mudam também as minhas cores?
Depois de ver o Little Miss Sunshine, pensei cá para mim se não deveria revisitar os meus sonhos... Porque, afinal, também pode ser bom não os concretizar...
Já não me lembrava de ver um. Hoje de manhã, por entre as nuvens cinzentas, lá estava ele com as suas cores difusas, a sorrir-me enquanto desesperava na fila de trânsito.
faz-me bem, ao corpo e à mente.
A relação entre o Nate e Brenda é como uma porta, daquelas que mantemos aberta porque temos medo que, se ela se fechar de vez, nunca mais possamos voltar atrás.
Depois da tarde quase inteira a olhar para o monitor, copy, paste, espaço, espaço, tab, print preview e a ouvir a música toda da library em shuffle mode, ligo o rádio para ir acompanhando o jogo dos dragões contra os lagartos.
Não ando com vontade para ler, nem livros nem revistas, nem jornais. Apenas vou espreitando os blogs e lendo umas coisas para as aulas...
Bem... fora as aulinhas e umas chatas formatações de texto... os planos saíram um tanto furados!
Na minha revista de cabeceira por estes dias vem um artigo sobre a entrada das mulheres na casa dos trintas. Começa por explorar as expectativas que quase todas tínhamos, quando eramos adolescentes, que aos trinta já estaríamos casadas e com filhos e arrumadas na vida profissional. Destrói o mito, rebate com exemplos de percursos convencionais e irregulares e conclui pelo que eu considero serem efectivamente as maravilhas da maior-idade:
Aulinhas e mais aulinhas
Sim, porque os blogs que visito sempre que tenho uns segundos são maioritariamente femininos.
Regina Spektor - That Time
Por vezes o mundo corre mais depressa que nós, suga-nos o espírito e as vontades, abafa-nos no marasmo e retira-nos as vontades físicas e emocionais. Há quem lhe chame rotina, desinteresse, ou, simplesmente, falta de vontade.
No episódio de hoje do O.C., o casalinho de namorados zanga-se, o rapaz faz-se à vida e arranja emprego num barco, a rapariga descobre à última da hora de onde parte o barco do rapaz, chega lá mesmo a tempo de lhe dizer que ele é um cobarde e que está a fugir num barco como o pai dela. Vai-se embora e vai para o café chorar, quando chegam os amigos para a consolar e nem acreditam que o rapaz se foi embora. Claro que o rapaz não se vai embora, e aparece no café onde estão e lhe diz que pode ser cobarde, mas que vai ser cobarde com ela, ao pé dela e não se vai embora.
Perdida por entre músicas e sons sonhava saber dançar.
Lembro-me com saudade do tempo em que tinha um gato em casa. Sinto falta dos miares, das cabeçadas nas pernas, das tropelias, dos castigos aplicados pela minha mãe, das aventuras que sempre tinha para contar.

Ouvir-te do outro lado da linha, dá-me uma vontade de abraçar, de te dar um daqueles abraços apertados que me fazem viajar. Se não posso ajudar, queria poder acarinhar.
Todos os dias ela vivia uma personagem diferente: um dia era rica e não fazia nada, no dia seguinte tinha 2 filhotes que lhe consumiam o juízo, no outro era viajante profissional, no outro professora ou enfermeira, tudo o que no dia lhe apetecesse desde que não fosse a sua real ocupação de todos os dias, aquela que a desgastava, que lhe ocupava os minutos em que não podia sonhar.
Acordar com sono, muito sono, após uma noite que se alonga para além das horas normalmente consensuais. Despertar lentamente, sem muitas palavras, e depois começar a falar.
O David é a mulher na relação dos dois, o inseguro, o preocupado, o que telefona porque está triste ou porque está feliz, o influenciável e o que, apesar de ao princípio concordar com relações pararelas, acaba por pedir a monogamia.
A primeira cadeira já acabou, as aulas pelo menos. 16 horas após, só em Dezembro será o exame. Ainda estou para ver como vou gerir o tempo no entretanto, no decorrer das outras 3 cadeiras.
Não leias aquilo que escreves, não revejas e não mates as palavras.
Entre os livros e as revistas têm ganho as revistas, no pouco tempo que me vai sobrando antes de adormecer. Durante a semana devoro a Tabu e ontem comecei a esmiuçar a Cosmo deste mês, depois de uma tentativa à Lux Woman.
O que detesto, mas detesto mesmo, é acordar a uns 10 minutos da hora de o despertador tocar com uma vontade incontrolável de ir à casa de banho. Quer fique na cama a apertar-me todinha, quer vá e depois volte aos lençóis, aqueles minutinhos não chegam sequer para voltar a aquecer o sono....
Será que se eu mudar para o novo blogger não perco nada daqui do vaso? Não perco arquivos, nem template, nem links, nem nada?
Ando numa luta só com a minha almofada.
Falavas em vício, e eu vim com ele embora. Com o bichinho de escrever umas coisas, muito ou pouco, sobre tudo ou nada. Fiz um chá, liguei a música e sentei-me aqui nas almofadas, meia torta, a escrever. Não a ler, hoje, apenas a escrever.
Afinal 50.000 palavras equivalem a um romance de cerca de 175 páginas. Ora, isto tudo num mês... implica escrever em média mais de 1.500 palavras por dia.
Depois de um dia carregado de números e mais números a encher os olhos e torná-los pequeninos, nada melhor que um chá com uma verdadeira conhecedora, deixar fluir as letras pela primeira vez tornadas em palavras faladas, das que se ouvem, se olham e se riem.
É de doidos navegar com este sistema! Se estiverem a pensar mudar para uma ligação móvel, desaconselho vivamente o zapp: é muito, mas muito lento (a minha primeira ligação dial-up era mais rápida), e, pior ainda está constantemente a cair.
Tenho mau feitio, reconheço. Não daqueles maus feitios de desatar aos berros com toda a gente, de levar tudo à minha frente, de gerar inimizade instantânea.
Quando foi a última vez que fizeram algo completamente doido?
Já tinha saudades de assistir a aulas, da quantidade de informação por minuto, das perspectivas de muito estudo, de aprender coisas novas.
Adormecer com incertezas, com cansaços e sonos, dormir e acordar com sonhos esquecidos, re-adormecer.

Desde pequena que convivo com dores e queixas, maleitas e achaques, crises e choros. Fui-me habituando a elas, a assistir a tentativas de as solucionar ou então ao puro desalento e à resignação de que nada havia a fazer. Pouco a pouco fui-me impondo e participando mais activamente de buscas e queixas, de medicamentos e tratamentos.
E, de repente, uma conversa tendencialmente circunstancial, altera-se: os olhos brilham, trocam-se nomes de livros e de autores, de gostos e desgostos. Daí saltamos para os filmes e a conversa perdeu o encanto.
de rotina, de hábitos de fazer, preferencialmente em dias certos e previamente marcados.
Não gostei do episódio de ontem do Six feet under: o que aconteceu ao David foi por demais surreal. Os nossos medos rapidamente se transformam em tentações, em enganos e, no final, acabamos violentados, física e emocionalmente.
Hoje de manhã perguntava-me uma colega se já tinha acabado a Primavera? A minha vontade constante de murrinhar no sofá enrolada nas mantas que por lá estão bem a jeito diz-me que sim... acabou a Primavera, o Verão e o Outono parece-me que tb durou apenas uns dias.
No sábado fomos jantar com uns amigos a uma tasquinha na ribeira. Por muito que a moite estivesse a ameaçar chuva a qualquer momento custou-me ver o vazio daquelas ruas, noutros tempos cheias de gentes que procuravam onde jantar ou apenas tomar um copo. Por estes dias se não fossem os turistas estariam ainda mais vazias e desoladoras.